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Pais se revoltam com fechamento de Emei

A mesma medida tomada em relação às Emef’s (Escolas Municipais de Ensino Fudamental) chega, agora, às Emei’s

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A desativação da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) “João Batista Vallim”, no Jardim Guaçu Mirim (Zona Sul) causou indignação na maioria dos pais de alunos que estudam naquela escola. Na manhã desta quinta-feira (22), eles protestaram na porta da Emei e pediram explicações da Secretaria Municipal de Educação. “Ninguém nos avisou de nada com antecedência. Simplesmente jogaram ‘a bomba’ para as professoras nos falarem e fomos pegos de surpresa com essa notícia de que a escola vai fechar”, esbravejaram.

De acordo com os pais, a informação é dada a eles no momento da (re) matrícula de seus filhos na Emei. “Falaram que as crianças vão ser transferidas para a escola do Jardim Munhoz. Mas, lá, além de ser mais longe, também há animais peçonhentos que invadem a escola por causa do mato alto. Cobras, aranhas, escorpiões”, lamentaram.

A maioria dos pais ainda alega que a Emei “Therezinha Aparecida Vilani de Camargo”, que fica no Jardim Munhoz, já está com quase 30 alunos e com a chegada de novos irá ficar superlotada. “Quando chove forte até entra água dentro da escola do Munhoz . Tem quase 30 crianças. Onde caberão mais?”, questionavam.

Reclamação Pais Alunos EMEI João Batista VallimPara os pais, a explicação de que a medida visa conter gastos na Administração Municipal não convence. Eles dizem que o ideal é que o prefeito Walter Caveanha (PTB) ‘corte na própria pele’ para aumentar o montante. “Ele que corte os cargos comissionados ou diminua. Porque nossas crianças é quem terão de pagar pela má gerência de recursos na Prefeitura. Isso não é justo”.

Pais e mães colaram cartazes nos alambrados da Emei do Jardim Guaçu Mirim chamando a atenção para a qualidade de ensino ao qual toda criança tem direito de ter e ainda questionando a medida adotada pela Secretaria Municipal de Educação. “Vamos na Câmara Municipal pressionar os vereadores para que resolvam essa situação em prol dos alunos e da boa educação pública”, concluiu o grupo.

Reclamação Pais Alunos EMEI João Batista Vallim

EMEI’S

Baixa demanda é principal razão, segundo secretária
A secretária municipal de Educação, Célia Maria Mamede, explicou que a medida de desativar cinco EMEI’s (Escolas Municipais de Educação Infantil) na cidade foi analisada com cautela e critérios baseados em informações técnicas da Secretaria. A principal razão é a baixa demanda de alunos que vão ingressar na Emei do Guaçu Mirim tornando inviável manter a escola funcionando com toda a estrutura física e humana que ela requer. “Demanda é pequena. São duas salas funcionando em dois períodos. Com a ida destes alunos para a Emei do Jardim Munhoz formaram-se quatro salas de aulas e ainda sobrou espaço para mais quatro salas, que estão ociosas”, explicou.

De acordo com Célia, até medições de quilometragem no mapa foram realizadas, a fim de garantir que os alunos não mudem para escolas tão distantes de suas casas. “Não há razão para mantermos duas Emei’s funcionando se apenas uma única escola dá conta da demanda e ainda sobra espaço físico”, justificou.

Célia comentou sobre a importância do projeto
Célia Mamede nega que não houve critérios na desativação das Emei’s

Célia ainda reforçou que a medida de desativação das cinco Emei’s também faz parte do programa de contenção de gastos da Prefeitura. “Temos que dividir a mesma ‘fatia de bolo’, que é a verba do Fundeb, para o mesmo número de alunos. Porém, com a diminuição de alunos também há queda nos valores do repasse do Fundeb. É nosso dever tomar providências para que a qualidade de ensino seja mantida e prevaleça na rede municipal”, enfatizou a secretária.

Além da Emei do Guaçu Mirim, outras quatro escolas de Educação Infantil também estão sendo desativadas. No Jardim Alvorada, cerca de 13 alunos serão transferidos para a Emei do Jardim Edy. Os alunos que frequentam a Emei do Jardim Primavera, próximo ao bairro da Capela, estão sendo encaminhados para a Emei do Jardim Presidente.

A Emei da Vila Paraíso irá receber os alunos que estão vindo da Emei que funciona no Jardim Iguatemi, sendo que, neste caso, a Emei da Vila Paraíso irá funcionar com duas salas em período integral.

O Parque Cidade Nova atraiu poucas crianças e, por isso, também será desativada e os alunos serão transferidos para a Emei que funciona no Jardim Igaçaba. “Estes bairros estão ficando com poucas crianças em idade escolar e haverá necessidade de adaptação tanto dos pais e alunos quanto da Secretaria de Educação para que as mudanças sejam feitas em benefício da qualidade de ensino e bem-estar das crianças”, concluiu Célia.

Por enquanto, apenas a Emei “Maria Conceição Chiarelli Silva”, no Jardim Primavera, já está com sua nova destinação confirmada. Ela irá abrigar dois setores administrativos da Educação. A destinação dos demais prédios da Emei’s ainda está sendo analisada.

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