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Pais participativos mudam perfil da paternidade

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Embora os pais de antigamente também amassem os filhos, era raro vê-los acompanhando os filhos em suas tarefas ou ajudando as esposas nos cuidados com o filho. Esse papel era total e exclusivo das mães. Os pais saiam para trabalhar e garantiam o sustento da família. Mas o tempo passou e já há alguns anos uma nova geração de pais está modificando esse perfil. Hoje eles estão bem mais participativos e mais próximos dos filhos. Beijam, abraçam, dão colo, vão às reuniões da escola, contam história, brincam, fazem ninar, trocam fraldas, preparam a mamadeira, dão banho e até acordam de madrugada para espiar o filhote enquanto o pequeno dorme tranquilamente.

Assim como as mães, os pais também querem carinho e reconhecimento. Afinal, eles estão surpreendendo ao assumir estas novas tarefas e sendo incentivados pelas próprias mães. Muitos deles também tiveram que aprender a conciliar o emprego com as tarefas junto aos filhos. Buscar e levar as crianças para escola requer disposição e um pouco de planejamento. Estar presente na hora do jantar também exige que se abra mão de algum outro compromisso em prol do prazer de estar perto dos filhos e acompanhar passo a passo todos os avanços, crescimento e sentir bem de pertinho o amor que somente um filho pode dar ao seu pai. Eles continuam sendo o pai herói de todos os tempos, mas com um pouco mais de docilidade.

LUIZ ALBERTO

“Sempre fui muito participativo”

dia dos pais Luiz

Quando a Gazeta explicou que o assunto era Dia dos Pais, o advogado Luiz Alberto Marchioro não titubeou em falar a respeito do tema. “Meus filhos são os melhores presentes que Deus me deu e tenho que cuidar muito bem deles”.

Pai de três filhos: Nathália, Heitor Luiz e Marianna, Luiz Alberto já começa dizendo sobre a dificuldade de expressar o que é ser pai. “Amor, felicidade, agradecimento a Deus, realização, é ter o coração batendo fora do peito. Não tem como explicar em palavras. É sentimento puro”, definiu.

Luiz Alberto foi pai aos 27 anos, quando nasceu Nathália, a primogênita. Muito esperada pelos pais, ela já transformou a vida de Luiz Alberto ainda enquanto estava na barriga da mãe Luzinete. Os pais começaram a se preparar para viver a três e tudo mudou. “A Nathália me ensinou a ser pai. Ela me ensinou a dividir o amor. Foi a maior lição que aprendi como pai. Antes éramos um casal e vivíamos um para o outro. Com a chegada da Nathália aprendemos a ser uma família”.

Quando foi pai pela primeira vez, Luiz Alberto já quebrou paradigmas impostos pela sociedade e tornou-se um pai extremamente participativo na vida da Nathália e depois dos outros dois filhos. Ele recorda com carinho de que a filha mais velha até os seis anos de idade só almoçava no colo do pai. “Eu quem dava o almoço para ela. São atitudes que me ajudou a criar um laço forte com meus filhos, a ter intimidade de verdade com eles. Não é uma questão de época. É ter comprometimento com a família. Sempre quis ser pai e sempre quis ser participativo e sou até hoje”.

Agora, Luiz Alberto se prepara para o casamento de Nathália e já sente um misto de sentimentos. “Estou muito feliz por ela, mas é a Nathália quem senta ao meu lado na mesa para almoçarmos e jantarmos. Depois de casada, ela não estará mais lá todos os dias”, disse o pai.

Mas o amor é tão grande que os outros dois filhos Heitor Luiz e Marianna também puderam sentir de perto o cuidado dado a eles pelo pai. Heitor nasceu exatamente um ano depois de Nathália e trouxe de novo outro sentido à vida de Luiz Alberto. Agora era um menino. “Lindo!”, paparica o pai. “Dei muitos banhos no Heitor, fiz dormir, acordava de madrugada para vê-lo e muitas vezes o peguei no colo. Não senti muita diferença entre ser pai de menina e ser pai de menino. O amor é o mesmo e fiz para ele tudo o que fiz para a Nathália. O Heitor, por exemplo, gostava da comida bem temperadinha”, pontua o pai mostrando que os detalhes fazem toda a diferença.

dia dos pais Luiz

Quatro anos depois da chega de Heitor, nasce Marianna, a caçula de Luiz Alberto. “A Marianna veio reforçar esse amor todo que tenho pela minha família. Ela ao lado dos irmãos me faz viver um prazer enorme de ser pai. E pai participativo. Até hoje quando encontro meus filhos na rua dou beijo no rosto de cada um deles. Ser pai é viver um pedacinho do Reino de Deus aqui na Terra”, resumiu.

E foi Marianna quem deu ao pai um de seus mais lindos presentes: a neta Maria Clara, de 2 anos e 7 meses. “A Maria Clara é o melhor que a vida pode nos dar. Minha neta tem todo meu amor de avô. Agora sei o que é ser pai com açúcar”, finalizou Luiz Alberto entre risos.

DIEGO ZAVARIZE

“Sempre quis ser paizão”

O empresário Diego Donizete Zavarize não esconde sua alegria de comemorar o Dia dos Pais, principalmente nos dois últimos anos. E o motivo tem nome, aliás, nomes: Manuela e Murilo. No ano passado, Diego tornou-se pai de Manuela e comemorou seu primeiro Dia dos Pais com a filha nos braços. Este ano, novamente a celebração da data será especial. Diego é novamente pai. Desta vez, é Murilo quem irá receber – juntamente com a irmã – todo chamego do paizão. “Estou muito feliz. Ano passado, tinha a Manuela e, agora, o Murilo. Meu Dia dos Pais não pode ser mais perfeito do que isso. Meus filhos são tudo para mim”, reforçou Diego.

diego dia paisMurilo tem pouco mais de 20 dias de vida. Nasceu de cesariana e, por isso, a mãe Milene ainda está se recuperando da cirurgia. E é aí que entra Diego. “A recuperação dela está mais lenta. Embora minha sogra esteja aqui, em casa, nos ajudando muito, eu também tento fazer tudo o que posso, principalmente no período da manhã, horário de almoço, à noite e até de madrugada”, contou Diego que trabalha em sua própria empresa.

Por causa da gravidez próxima uma da outra, ele diz que as lembranças ainda estão frescas em sua memória: trocar fraldas, ninar, acordar de madrugada, dar banhos, enfim, tudo o que estiver ao alcance do pai. “Ser pai é mais do que colocar no mundo e dar o sustento. Busco ser participativo de verdade. Sendo útil para eles, por inteiro, por amor, e não apenas para cumprir uma função. Sempre quis ser paizão”.

E Diego sentiu na pele a responsabilidade de ser pai tão logo a filha Manuela nasceu, no ano passado. A menina sofreu hipoglicemia nas primeiras horas de vida e foi Diego quem aguentou todo o nervosismo da situação. A esposa Milene ainda estava na sala de recuperação e a mãe de Diego junto com a sogra dele aguardavam na recepção do hospital pelo nascimento da neta. Sozinho, Diego viu de perto as enfermeiras tentando encontrar a veia nos bracinhos de sua filha, que – claro – só chorava. “Foi um impacto muito grande! Vi de perto ela tomando glicose e percebi naquele momento o peso da responsabilidade de ser pai. Ela ali tão frágil e eu tentando amenizar seu sofrimento”, recordou.

diego dia pais

Diego diz que já percebe diferenças nos comportamentos dos pais nos dias de hoje se comparados com épocas atrás. Para ele, os pais estão tentando ser mais participativos na vida dos filhos se fazendo presentes no cotidiano das crianças. “Antes, os pais eram mantenedores da casa e da família e se limitavam a esta função. Hoje em dia, infelizmente, ainda há pais que priorizam o trabalho. Mas percebo que já tem muitos pais mais carinhosos, preocupados em estar perto o máximo possível. Ajudando mais na educação das crianças. Eu prezo muito por estar com eles. Acompanhar de perto cada conquista deles. Agora, por exemplo, a Manuela está começando a aprender a andar, então, já fico atento nela para minha esposa cuidar tranquila do Murilo, nosso bebê”, concluiu Diego.

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