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Ouvido biônico: Médico realiza 1º implante cocler

A primeira cirurgia do ‘ouvido biônico’ na Baixa Mogiana foi realizada em uma criança de 2 anos e 9 meses

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 “É um milagre da medicina moderna”. Com essa frase o otorrinolaringologista Thiago Zago falou sobre o 1º implante cocler realizado na Baixa Mogiana. O procedimento foi realizado no último dia 16, no Hospital São Francisco, em uma criança surda de 2 anos e 9 meses. “A cirurgia foi muito bem sucedida. Restaurar a audição de quem nasceu surda é fantástico. A nossa paciente passará por um processo de reabilitação e mapeamento. Fará fono e poderá desenvolver a fala normalmente”, explicou o médico ao comentar que a família é de Mogi Guaçu.

O implante consiste em uma prótese colocada dentro da cóclea (parte interna do ouvido) por meio de uma cirurgia e outra presa ao redor da orelha, composta pela antena e o processador de fala. O aparelho capta os sons e transfere diretamente este som para o nervo auditivo, possibilitando que o paciente gradativamente comece a ouvir. “Até os quatro anos a criança vai desenvolver a fala normalmente, por isso é tão importante o teste da orelhinha, pois o diagnóstico precoce contribui para o procedimento”.

dr thiago zagoOutro candidato, de acordo com Zago, é o paciente que já aprendeu a falar e perdeu a audição. Por isso que o implante cocler, conhecido também como ouvido biônico, tem sido procurado por idosos. “Hoje em dia o implante é feito em pacientes idosos, pois o aparelho convencional tem um limite e a cirurgia melhora muito. Dá mais qualidade de vida”, comentou.

O médico informou que a cirurgia é a primeira da Baixa Mogiana, sendo até então realizada somente em grandes centros. “Tenho uma equipe multidisciplinar que faz parte de todo o processo. O processo de reabilitação é longo. São cerca de duas horas de cirurgia e a ativação do aparelho é feita depois de 30 a 40 dias, pois tem o processo de cicatrização”.

O médico ressalta que a cirurgia é apenas uma etapa de todo o processo de reabilitação auditiva. Após o período da operação, o paciente retorna e faz a ativação, momento em que o aparelho é ligado e quando se ouve os primeiros sons. Por isso, Thiago Zago ressaltou que o acompanhamento e o comprometimento da família são importantes. “O paciente começará a ter a percepção sonora e a adesão da família é muito importante, pois o resultado não é de uma hora para outra. O processo demora meses, mas o resultado é excelente. Conheço casos em que as crianças têm uma vida normal, inclusive na escola”.

Outra boa notícia é que o paciente pode receber o aparelho de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Na região, a cirugia também é coberta pelo convênio médico Unimed.

Thiago Zago informou que Mogi Guaçu, por intermédio do Hospital São Franscico, é um Centro de Referência para a cirurgia de otorrino. “Temos vários pacientes que vão fazer e a maioria é criança”, contou o médico que fez a graduação sobre o implante na França. Ele é formado pela Unicamp com formação complementar na Universidade da Califórnia e Universidade de Harvard (EUA).

abre dr thiago zago

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