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Otimismo do consumidor deve melhorar vendas

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A partir da próxima segunda-feira (4) o comércio de Mogi Guaçu estará aberto até às 22 horas. Próximo do 5º dia útil do mês, data em que a maioria dos trabalhadores recebe seus salários, a expectativa é que as vendas melhorem gradativamente até o dia 24 de dezembro, que é a véspera do Natal. E para animar ainda mais os comerciantes, a Confederação Nacional do Comércio divulgou pesquisa, nesta semana, na qual aponta a disponibilidade do brasileiro em gastar um pouco mais neste fim de ano.

No ano passado, neste mesmo período, o cenário era desanimador e entristeceu o Natal dos lojistas. O brasileiro enfrentava a crise econômica, o desemprego, a falta de dinheiro ou o medo de gastá-lo. Agora, em 2017, o clima ainda é de apreensão, mas os consumidores estão um pouco mais otimistas e com coragem de enfrentar pequenas dívidas com presentes para filhos e netos, por exemplo, e, até mesmo, com compras maiores como a de eletrodomésticos e móveis para a casa.

Enfim, as vendas de fim de ano, neste 2017, dão sinais de que vão deixar consumidores, vendedores e lojistas bem mais felizes com a chegada do Natal.  

ATRATIVOS

Prêmios, descontos e vales-compra são estratégias para fisgar consumidores

  Fim de ano, festas, confraternizações, amigos secretos, 13º salário, enfim, vários fatores contribuem para que o consumidor tome coragem e vá às compras. Mas um ânimo a mais sempre é bem-vindo. Afinal, quem não quer correr o risco de ganhar prêmios? Pensando nisso, os lojistas associados à Acimg (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu) incrementaram os atrativos para seus clientes: vales-compra e o sorteio de um carro zero quilômetro, em janeiro de 2018. Os vales-compra serão sorteados semanalmente, nas três próximas semanas deste mês.

Adenilson
Adenilson

A estratégia é injetar dinheiro direto no caixa do comércio e fazer a economia girar com tudo, pelo menos, neste mês. São R$ 50 mil em vales-compra. “O cliente que for sorteado na semana poderá gastar o vale-compra nas lojas participantes da promoção. Ou seja, o cliente será beneficiado com o produto que ele adquirir e o lojista também porque terá dinheiro circulando no caixa”, frisou o superintendente da Acimg, Adenilson Júnior dos Reis.  

O carro será a principal atração. Um Fiat Mobi, zero quilômetro, e com um laço lindo enfeitando o veículo, ele é o ‘queridinho’ da promoção da Acimg, neste fim de ano. Todos os clientes que preencherem corretamente o cupom da promoção, no comércio de Mogi Guaçu, estarão concorrendo ao carro. “São maneiras de atrair o consumidor de fora para vir comprar em Mogi Guaçu e também de manter a fidelidade do cliente da nossa cidade para que continue comprando seus presentes de fim de ano em Mogi Guaçu”, disse Adenilson.

Ele também defende que este ano as vendas em dezembro serão melhores que no ano passado. Para Adenilson, embora o consumidor ainda esteja cauteloso na hora de fazer dívidas, ele também está mais corajoso e, por isso, deixará o dinheiro circular no comércio. “Ano passado, nós estávamos no olho do furacão. Num dos piores momentos da crise econômica. O dinheiro até existia, as pessoas tinham condições de comprar, mas seguraram porque tinham medo do que vinha pela frente. Este ano, esse medo diminuiu um pouco e a gente já percebe que o dinheiro está circulando mais”, avaliou.

multi comercio

Em média, o consumidor dever gastar até R$ 150,00 com presentes para família e amigos. O cuidado para não se endividar além da conta ainda é visível, até porque, o desemprego persiste na realidade do brasileiro. No entanto, a economia informal acaba sendo um fator que auxilia o consumidor a ter um dinheiro a mais na hora de comprar. A pechincha também é outra estratégia, mas, desta vez, do consumidor. Pedir descontos na hora de pagar à vista ou mesmo ‘chorar’ um pouquinho na compra a prazo são medidas que podem ajudar o consumidor a pagar menos e também garantir ao lojista a venda do produto.

O aumento nas vendas neste mês de dezembro somente será avaliado no início do ano que vem, quando os lojistas vão fechar o caixa do mês e somar lucros e também algum prejuízo. Até lá, eles vibram com a expectativa de que este fim de ano será sinônimo de mais vendas e negociações para, assim, fecharem o ano com chave de ouro.

COMPRA CONSCIENTE
Cautelosos, consumidores estão 
buscando pelo melhor preço

 Nas ruas, os consumidores já começam a mostrar que, realmente, estão dispostos a pôr a mão no bolso e gastar. Claro que a cautela na hora de fazer dívidas ainda existe e vai continuar norteando os gastos de quem vai às compras. “Não pode exagerar. Tem que ter cuidado, limite. Não podemos gastar muito”, alertou o jardineiro Maurício Moggi.

Maurício
Maurício

Entre o fim de novembro e o começo de dezembro a palavra de ordem está sendo pesquisar. Não tem outra maneira de conseguir comprar de maneira consciente. Primeiro passo é pesquisar os preços e comparar a qualidade dos produtos. Essa receita está na ponta da língua de Maurício. Ele quer comprar um sofá, mas não economiza na sola de sapato e foi pesquisando que ele se assustou com a diferença de preços entre uma loja e outra. E mais: a qualidade do sofá que ele escolheu é a mesma em todas as lojas onde foi. “Um sofá bom, com três e dois lugares, estou vendo diferença de R$ 100/200. O mesmo sofá, com a mesma qualidade, mas com uma diferença grande de preço. Já escolhi onde vou comprar o meu”, disse entre risos, já que a economia no preço final está garantida.

A dona de casa Juliana Ferreira também está analisando preços para depois dar início às compras de fim de ano. Ela vive duas situações: quer comprar móveis para a casa e, ao mesmo tempo, precisa equipar o beer que está montando no Jardim Itacolomy. “Preciso de um freezer e estou buscando o melhor preço. A hora de comprar é agora”, frisou a futura comerciante.

Mas quando o assunto é a sua casa, Juliana é mais rápida para responder. “Já estou com os preços em mãos do armário da cozinha e do painel da televisão. Quero comprar ainda esta semana justamente para aproveitar esse início do mês”. Ela comentou que, ano passado, não fez questão de comprar nada. O medo de endividar-se era maior e segurar o dinheiro foi a principal manobra para manter as contas em ordem. “Não tive coragem. A situação estava pior e o ideal foi economizar o máximo. Este ano, ainda é preciso ter cuidado, mas já dá para gastar um pouquinho mais”, observou Juliana.

Juliana
Juliana

Enquanto alguns pesquisam preços e esperam pelo melhor momento para comprar, têm aqueles que até pesquisam, mas preferem comprar o quanto antes. É o caso da dona de casa Elizete De Alencar. Ela já comemora sua mais recente compra: um sofá. “Já comprei”, conta ela entre risos. Elizete, agora, se prepara para comprar presentes para os filhos. “Não vou gastar muito, não. São apenas lembrancinhas, porque temos de ter algum cuidado ainda para não se endividar muito”, ponderou. “Mas já vou começar 2018 com meu sofá novo. Ano passado, não teve jeito. Agora, este ano, consegui”, comemora Elizete.

Elizete
Elizete

Já o vendedor Fagner Freitas está mais cauteloso ainda. Ele até admite que vai, sim, comprar neste fim de ano e já sabe o que quer: um computador. O presente será para as duas filhas. Porém, ele ainda não começou a pesquisar preços e diz que prefere esperar um pouco mais para efetivar a compra do produto. “Estou mais otimista do que ano passado, mas ainda tenho receio. Trabalho com vendas e percebo que o consumidor está mais exigente na hora de comprar. Vou esperar mais um pouco para comprar na certeza de que minha cautela irá garantir uma boa compra”, pontuou Fagner.

Fagner
Fagner
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