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Orientações sobre segurança são passadas as escolas municipais

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Diretores e coordenadores de escolas municipais de Mogi Guaçu participaram na tarde desta segunda-feira (25) de uma palestra sobre segurança nas escolas. O tema foi ministrado pelo comandante da Guarda Civil Municipal Claudemir Adorno da Costa.

A reunião aconteceu na sala de vídeo do Centro Cultural e contou com a presença das secretárias da Educação e Segurança, Célia Mamede e Judite de Oliveira.

O objetivo principal da palestra foi o de passar orientações de como se deve agir em um caso de ataque dentro de uma escola. Vale lembrar que o tema vem sendo discutido em todo o país desde o massacre ocorrido no último dia 13 na escola estadual “Raul Brasil”, em Suzano. Em Mogi Guaçu, o assunto ganhou ainda mais força cinco dias após o ataque. Isso porque, no último dia 18, um aluno da escola estadual “Luiz Martini”, se envolveu em uma ocorrência que acabou sendo esclarecida pela GCM.

Como principais orientações passadas, o comandante da GCM enfatizou que em casos de ataque é sempre necessário correr no sentido contrário a um possível barulho de disparo de arma de fogo. “Essa orientação só deve ser ignorada se o atirador estiver nas rotas de fuga”.

Adorno explicou que é preciso estar atento para não ir sentido a saída principal do prédio. Isso porque, a maioria dos atiradores entra por esse local, “Isso aumenta as chances de alguém se deparar com o atirador”.

Na hora de fugir, a orientação é também não se preocupar com pertences pessoais, deixando para trás tudo que possa atrapalhar a fuga, incluindo os sapatos, que devem ser retirados dos pés, em caso de saltos altos.

O comandante esclareceu que nos casos em que não é possível correr, a pessoa tem que se esconder. “Entre numa sala de aula, tranque a porta, faça silêncio, monte uma barricada, ajude quem estiver mais nervoso a ficar quieto, não use celular para não chamar a atenção e ligue para a GCM, no número 153 ou para a Polícia Militar no 190”.

Adorno disse que a opção de se esconder também faz as pessoas sobreviverem, já que a maioria dos ataques no Brasil são feitos com armas curtas que não tem potencial, por exemplo, de estourar a fechadura de uma porta, ou a própria porta com barricada.

Nos casos de ataque eminente, o ideal é ligar para as duas policias. “A viatura que estiver mais próxima já irá se deslocar para o local que fez solicitação”.

O comandante ainda explicou aos diretores e coordenadores que atualmente, a GCM consegue chegar em três minutos a uma escola com dez guardas civis e viaturas, fechando todo o prédio. No entanto, ele deixou claro que não tem condições de deixar uma viatura em cada escola, como seria o ideal. “O que acontece muito nesses casos também é que as pessoas demoram cerca de cinco minutos para pedir o socorro e isso deve ser a primeira coisa a ser feita”.

Na reunião ainda foram passados procedimentos que devem ser tomados em último caso como se fingir de morto em meio a vítimas e usar qualquer objeto como arma se for necessário.

A única solicitação feita ao final da reunião ficou por conta da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Claudina de Oliveira Ramos” do bairro Chácaras Alvorada, onde a representante da escola relatou ter problemas com usuários de entorpecentes que ficam em frente a uma praça próxima. Diante disso, o comandante da GCM ficou de acertar em quais momentos será melhor passar com a viatura pelas proximidades da escola.

 

 

 

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