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Oposição recebe resposta sobre Faculdade de Medicina

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Após o fim do prazo estipulado pela LOM (Lei Orgânica do Município), o prefeito Walter Caveanha (PTB) encaminhou ofício com a resposta ao requerimento do vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), sobre a previsão de gastos com a implantação da Faculdade de Medicina na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”. O ofício contendo a resposta chegou à Presidência da Câmara Municipal na última sexta-feira (4), por volta das 17 horas. O vereador Guilherme – que é oposição ao Governo Municipal – somente tomou ciência da resposta nesta quarta-feira (2), já a Câmara Municipal não teve expediente nesta segunda-feira (30) por ser ponto facultativo. “Ainda estou analisando a resposta que me foi dada. Mas já estou satisfeito por não precisar ter que acionar a Justiça para conseguir a resposta ao meu requerimento”.

No documento, o prefeito Walter Caveanha (PTB) responde que “até a presente data (27 de abril de 2018), o montante gasto para infraestrutura do curso de Medicina na Faculdade Municipal corresponde a R$ 795.063,04, esclarecendo que são obras necessárias ao funcionamento do curso exigidas pelo Conselho Estadual de Educação”. “Vou verificar com bastante cautela. Quero analisar os balancetes enviados para nós, vereadores, para saber se estes números conferem e são os mesmos”, disse Guilherme.

Guilherme também quer verificar os balancetes encaminhados pela Prefeitura
Guilherme também quer verificar os balancetes encaminhados pela Prefeitura

No ofício, a resposta também traz como foi feita a aplicabilidade deste montante, ao longo de 2017. Para a construção da biblioteca universitária, por exemplo, a Prefeitura gastou R$ 257.778,55. Depois, em 2018, já investiu R$ 289.322,66 para a área de alimentação e outros R$ 247.961,83 para o laboratório morfofuncional e laboratório de habilidades médicas. O documento também ratifica que para concluir estas obras os valores já estão todos empenhados e, por isso, não há previsão de aditamento. Porém, para que estes locais citados possam funcionar serão necessários R$ 838.034,14. Também vale ressaltar que o investimento total previsto para o início do quatro primeiros semestres do Curso de Medicina (2018/2019/2020/2021) é de R$ 1.663.097,18.

O vereador Guilherme fez o requerimento pedindo informações ao Governo Municipal porque verificou que está tendo muitas suplementações destinadas à Feg (Fundação Educacional Guaçuana), que é a mantenedora da “Franco Montoro”. “Acompanho os editais sobre este assunto e estou vendo muitas dessas suplementações. Daí surgiu a dúvida: quanto vai custar essa Faculdade de Medicina para Mogi Guaçu?”.

Biblioteca Universitária custou R$ 257,7 mil
Biblioteca Universitária custou R$ 257,7 mil

Para Guilherme, está contraditória a contenção de gastos na Prefeitura diante de tantas suplementações feitas para a Feg. “O município não tem dinheiro para nada. Não tem dinheiro para reabrir a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Não tem dinheiro para fazer a manutenção da cidade. Não tem dinheiro seque para conceder o reajuste salarial para os servidores municipais. Por isso, a Câmara quer saber por que tanto dinheiro está sendo destinado para a Faculdade Municipal?”, concluiu o vereador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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