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Oposição perde votação e PSD dá sinais de divergências

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Rejeitado. Este foi o resultado do requerimento feito pelo vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), no qual pedia informações sobre o relatório emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo referente às prestações de contas do prefeito Walter Caveanha (PTB). Com isso, Guilherme queria saber sobre as possíveis multas aplicadas pelo TCE à Prefeitura.

Mas o vereador oposicionista não conseguiu. Foram sete votos contra a aprovação do requerimento. Votaram favoráveis a aprovação apenas os vereadores Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB); Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade) e o próprio Guilherme. Vale ressaltar que o presidente da Câmara Municipal, Luiz Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), não vota justamente por estar ocupando a Presidência da Casa. A votação nominal, ou seja, com os vereadores pronunciando seu voto em voz alta foi pedida pelo vereador Jéferson Luiz (PROS), líder do prefeito Walter Caveanha.

sessao de camara guilherme e jeferson luisInclusive, Jéferson justificou seu voto contra ao requerimento alegando que todas as prestações de contas do prefeito Caveanha – que foram aprovadas pelo Tribunal de Contas – ficam disponíveis na Câmara Municipal por 60 dias para serem apreciadas pelos vereadores. “O requerimento feito pelo Guilherme é legítimo e é direito dele, Mas o Governo Municipal não recebeu multas aplicadas pelo TCE. As contas referentes ao ano de 2015 foram também aprovadas pelo Tribunal de Contas e já estão aqui, nessa Casa, para em breve ser votada também pelo plenário”.

Jéferson entregou nas mãos de Guilherme um calhamaço de papéis constando todas as contas aprovadas referentes aos anos de 2013, 2014 e 2015 para serem analisadas por Guilherme. “Eu fiz o trabalho de me antecipar e imprimi todos os relatórios das contas do prefeito Walter. Não temos multas. Estamos agindo com transparência nas informações”, pontuou.

Mas Guilherme não se deu por satisfeito e insistiu alegando que os papéis entregues a ele por Jéferson não sanaram suas dúvidas. “Era um requerimento importante que eu gostaria de ter respondido oficialmente. A Câmara não me deu esse aval. Lembro que no governo do ex-prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho, o TCE aplicou multas e foram abertas sindicâncias para apurar os fatos e puniu-se muitas pessoas. E agora? Quais providências estão sendo tomadas por causa dessas multas? O que está sendo feito com relação a isso?”, indagou Guilherme.

 

PSD

A rejeição do requerimento feito por Guilherme deixou transparecer o desalinhamento político no qual se encontra a Câmara Municipal que até mesmo o padre João Marcos Moreira recebeu explicações sobre porquê a Casa votou pela rejeição. E a explicação foi dada justamente pelo companheiro de bancada de Guilherme, o vereador Francisco Magela Inácio, o Chicão do Açougue, que também é do PSD. “Eu não quero que o senhor (padre) leve essa impressão de desavença daqui, da Câmara. Nesta Casa, sempre haverá essas discussões”. Mas Chicão não parou por aí e causou saia-justa ao se declarar da base aliada ao prefeito, sendo que o PSD é oposição ao Governo Municipal e tem Guilherme como líder da bancada. “Nós, da situação, não fazemos requerimentos. Quando precisamos saber alguma informação, vamos direto buscá-las com os secretários municipais e com o prefeito”, explicou Chicão ao padre João Marcos.

sessao de camara chicao acougueA presença do padre na sessão da Câmara de segunda-feira (5) foi por causa do convite feito pelos vereadores. Padre João Marcos e também o padre Carlos Eduardo Alves foram debater com os vereadores sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Fraternidade e Superação da Violência ”. Durante sua fala, padre João Marcos disse que as reformas propostas pelos governos precisam ser avaliadas e questionou quais seriam as reformas que Mogi Guaçu precisa sofrer para melhorar. “Acompanho pelos jornais um vereador ou outro pedindo informações e sendo negado. Se não tem o que esconder, vamos abrir os arquivos e mostrar a verdade. A transparência é uma ferramenta muito importante. Não podemos violentar o direito do cidadão de saber o que está acontecendo”, avaliou. 

Diante da explicação feita por Chicão, Guilherme interveio para dizer que ter a resposta ao seu requerimento por meio de um documento escrito é mais oficial do que ouvir respostas apenas ‘de boca’. “Ir até uma Secretaria Municipal e ouvir ‘ de boca’ a resposta é uma coisa. O secretário me responder por escrito é outra coisa”, comparou Guilherme.

Para Chicão, não há diferença entre uma resposta e outra. “O que o secretário vai te responder ‘de boca’ é o mesmo que ele vai escrever no papel”, rebateu o vereador que ouviu uma resposta curta dada por Guilherme. “Nem sempre, Chicão. Nem sempre”.

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