Home»Destaque na Home»Operação Prato Feito: Thomaz se antecipa e sugere que Câmara instaure CEI

Operação Prato Feito: Thomaz se antecipa e sugere que Câmara instaure CEI

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

O próprio vereador Thomaz de Oliveira Caveanha (PTB) sugeriu que a Câmara Municipal de Mogi Guaçu instaure uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a denúncia que envolve seu nome no suposto recebimento de propina no valor de R$ 4 mil. O caso veio à tona na semana passada com a vinda da Polícia Federal e de agentes da CGU (Controladoria Geral da União) para Mogi Guaçu.

Na tribuna da Câmara, durante a sessão desta segunda-feira (14), Thomaz pediu para que o vereador Jéferson Luís (PROS), líder do prefeito Walter Caveanha (PTB), pedisse a abertura da CEI. “Estou tranquilo e confiante que as investigações da Polícia Federal vão apontar que não recebi nenhuma vantagem. Por isso, também fico tranquilo para pedir que esta Casa também investigue essa denúncia”, frisou Thomaz.

O vereador Jéferson acolheu a sugestão feita por Thomaz e já pediu a instauração da CEI na Câmara. O objetivo desta Comissão Especial de Inquérito será apurar os fatos que apontam Thomaz como o principal alvo da Polícia Federal, em Mogi Guaçu, na Operação Prato Feito. Esta Operação investiga desvios de dinheiro da União para Prefeituras paulistas. No caso, empresas e lobistas que se aproximam de agentes políticos para oferecer vantagens em troca de vencerem licitações superfaturadas para fornecimentos de produtos para a merenda escolar, uniformes escolares e apostilas de ensino. Embora a Polícia Federal não tenha encontrado nenhum contrato firmado com estas empresas pela atual Administração do prefeito Walter Caveanha, os policiais identificaram Thomaz como sendo um dos agentes políticos que recebeu R$ 4 mil de lobistas, em setembro de 2016.

Thomaz voltou a negar que tenha recebido qualquer vantagem
Thomaz segue negando que tenha recebido qualquer vantagem

Na tribuna da Câmara, durante seu discurso, Thomaz voltou a negar qualquer recebimento de vantagem. “Não recebi nenhuma vantagem e as investigações vão provar isso. O bem sempre vence o mal”, pontuou o filho do prefeito Walter Caveanha.

A abertura da CEI pode culminar na cassação do mandato do vereador, caso as investigações comprovem que Thomaz recebeu propina e feriu um dos artigos da LOM (Lei Orgânica do Município) que proíbe tal prática sob pena de perda do mandato.

A antecipação de Thomaz ao pedir – ele próprio – a abertura da CEI pela Câmara derrubou por terra qualquer estratégia de políticos opositores que já se articulavam para entregar a denúncia na Casa de Leis forçando, assim, o pedido para a instauração da CEI. “A atitude do Thomaz, nesta noite, nos surpreendeu e evidenciou sua tranquilidade diante das investigações que já estão sendo feitas pela Polícia Federal”, ressaltou o vereador Jéferson.

Apoio
Ao contrário do que costumeiramente ocorre em sessões anteriores, nesta segunda-feira, Thomaz foi o primeiro vereador a discursar na tribuna da Câmara. Ele leu a Nota Oficial que foi encaminhada à imprensa, no fim de semana. Nela, Thomaz nega qualquer envolvimento com as empresas e lobistas e também nega que tenha recebido qualquer dinheiro. Ele ainda enfatizou que os contratos apontados pela Polícia Federal foram firmados na administração passada, do ex-prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho, entre os anos de 2010 e 2012. “Mas estou confiante que tudo acabará bem. Deus só dá o fardo para quem consegue carregar”, disse Thomaz.

Vice-prefeito e secretários municipais acompanharam a sessão desta segunda-feira
Vice-prefeito e secretários municipais acompanharam a sessão desta segunda-feira

Para acompanhar o discurso dele e até num gesto de apoio, a maioria dos secretários municipais e alguns nomeados no 2º escalão do Governo Municipal estava presente às galerias da Casa assistindo à sessão. O vice-prefeito Daniel Rossi (PR) também estava na Câmara. O discurso de Thomaz durou cerca de 10 minutos. Depois, os demais vereadores também discursaram num tom que mesclava pedidos para que a Câmara Municipal se empenhe ao investigar e concluir os fatos, e pedidos para que não julguem Thomaz antes da conclusão das investigações. “Todos são inocentes até que se prove o contrário. A chance de se defender pertence a todos. Ao mesmo tempo, ninguém está acima da lei e de suas penalidades”, disseram os vereadores em tom de solidariedade.

 

Post anterior

ROMU apreende 10 pinos com cocaína

Próximo post

Adolescentes invadem prédio da UPA