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Operação “Prato Feito”: Policiais Federais continuam na Prefeitura de Mogi Guaçu

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Seis policiais federais e dois agentes da CGU (Controladoria Geral da União) seguem com a investigação na Prefeitura de Mogi Guaçu. Desde a manhã desta quarta-feira (9) eles se dividiram entre o 4º andar – onde funciona o gabinete do prefeito Walter Caveanha –, o 6º andar onde fica o setor de Licitações – e o 1º andar onde estão as Secretarias de Administração e da Fazenda. Os policiais federais investigam o desvio de recursos federais para merenda escolar, uniformes e material didático nos Estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

A reportagem desta Gazeta conversou rapidamente com policiais federais, enquanto eles deixavam a sede da Prefeitura de Mogi Guaçu rumo ao Fórum da cidade. “Mas ainda têm mais policiais lá dentro e daqui a pouco vamos voltar. Não podemos falar nada. É uma investigação que está sendo feita em âmbito nacional e sequer sabemos quantos mandados de segurança estão sendo cumpridos em Mogi Guaçu”, comentaram os policiais.

 

Em Mogi Guaçu, são quatro mandados de busca e apreensão. Três já foram cumpridos: nas casas do prefeito Walter Caveanha, do vereador Thomaz de Oliveira Caveanha e na sede da Prefeitura de Mogi Guaçu. O 4º mandado ainda não se sabe se já foi ou não cumprido na cidade.

À tarde, policiais federais seguiram rumo ao Fórum
À tarde, policiais federais seguiram rumo ao Fórum

Da casa do prefeito, os policiais federais levaram um computador e um celular para perícia.

Por volta da 12h30, a assessoria de imprensa da Prefeitura emitiu nota oficial informando que o alvo da investigação “são os contratos firmados para o fornecimento da merenda escolar, uniforme escolar e apostilas” e frisou ainda que tais “fatos não ocorreram na atual Administração Municipal”. A nota oficial ainda informa que a “Prefeitura está colaborando com as investigações, fornecendo todos os documentos necessários para a apuração dos fatos”.

De acordo com a denúncia, a CGU informou que prefeitos e secretários municipais de Educação eram procurados com propostas de vantagens ilícitas em troca da terceirização na merenda escolar das cidades. A CGU explicou que após o pagamento de propina, os editais eram elaborados com cláusulas que beneficiariam as empresas envolvidas no esquema.

Eles também averiguaram o setor de Informática, na Prefeitura
Eles também averiguaram o setor de Informática, na Prefeitura

 

No entanto, no caso de Mogi Guaçu, ainda não está claro até que ponto tais empresas estão envolvidas no processo de licitações da merenda escolar na cidade e nem tão pouco se houve ou não pagamentos de propinas. A Gazeta também apurou junto à Prefeitura de Mogi Guaçu que os policiais federais e os agentes da CGU estão solicitando licitações e contratos também referentes ao ano de 2010.

Em sua página pessoal no Facebook, o prefeito Walter Caveanha também divulgou Nota Oficial reforçando que a Polícia Federal esteve em sua casa “para averiguar se havia documentos referentes a terceirização da merenda escolar, uniforme escolar e apostilas”. O prefeito segue informando que “obviamente, não encontraram absolutamente nenhum documento. Levaram apenas um notebook e um celular para averiguação”.

 

 

 

 

 

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