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Número de empregos dá sinais de crescimento

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados sobre a empregabilidade no país e demonstrou que a força de trabalho cresceu 1,7%, em 2017, o que representa mais 1,7 milhão de pessoas. De 2016 para 2017 aproximadamente 85% do acréscimo dessa força de trabalho no Brasil ocorreu em função do aumento do desemprego.

Em dezembro, o site do Governo Federal, no link Economia e Emprego, divulgou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que aponta uma expectativa otimista para 2018. Entre novembro e outubro, o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) subiu um ponto e alcançou 103,9 pontos – o maior nível da série histórica, iniciada em 2008. Essa é a 3ª alta consecutiva no indicador, o que aponta para evolução do emprego no curto prazo.

No dia 29 de dezembro do ano passado, a Gazeta noticiou um levantamento divulgado pela Prefeitura de Mogi Guaçu no qual o município aparecia entre as cinco cidades da região de Campinas que mais geraram empregos com carteira assinada em 2017. Os dados são do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

No ranking nacional, Mogi Guaçu ocupou a 83ª posição com saldo positivo de novos postos de trabalho. Em percentuais, isso representa 48,21% de desligamentos contra 51,79% de admissões.

Nessa semana, a Prefeitura divulgou uma nota, com base em dados do CAGED, de que 4.096 vagas foram abertas somente no setor cítrico, um saldo de 2.701 postos de trabalho com registro em carteira. Na região, Mogi Guaçu aparece em 1º lugar entre as cidades que mais geraram emprego com carteira assinada em 2017.

BUSCA PELO EMPREGO

PAT aponta indústria como o setor que mais oferece vagas

Pessine Junior pontua algumas dicas
Pessine Junior pontua algumas dicas

O coordenador do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de Mogi Guaçu, Octávio Pessine Junior, conta que houve uma oferta maior de vagas em vários ramos de atividade. “Com destaques para auxiliares de limpeza, operadores de telemarketing e motoristas de caminhão (CNH D/E). Mas é a indústria o setor que mais oferece vagas em nosso Posto. Comércio e prestadores de serviço vêm logo a seguir”, pontuou.

O fluxo de atendimento neste mês de fevereiro está atípico. Há uma diminuição por conta do Carnaval, já que o PAT suspendeu o atendimento por alguns dias, além do que é um mês mais curto, com apenas 28 dias.

E para quem começou 2018 em busca de recolocação no mercado de trabalho, Pessine Junior dá algumas orientações. “É muito importante ter um currículo bem elaborado antes de encaminhá-lo para uma empresa ou até mesmo para uma agência de empregos. Todas as experiências profissionais devem estar contidas nele, bem como os cursos de qualificação. O trabalhador deve aprimorar as habilidades visando o mercado de trabalho. É muito importante ter persistência e ser pontual na oportunidade de uma entrevista e também saber falar de si e de seu potencial”.

Para deixar a entrevista mais dinâmica e conseguir mais chances de passar para a próxima fase, o coordenador do PAT ressalta que ter foco é primordial. “Resuma o máximo que puder e deixe o passado no passado, procure não se estender demais nos quesitos. Evite ficar esperando por muito tempo a vaga que realmente você deseja. Use todas as opções que estiverem ao seu alcance. Usar também as redes sociais é válido. Mantenha o maior número de relacionamentos que puder e seja produtivo”, frisou.

CONCORRÊNCIA

Poucas vagas, muitos candidatos

Marli e Lázaro querem a carteira de trabalho assinada
Marli e Lázaro querem a carteira de trabalho assinada

O casal Lázaro Bernardes de Souza Júnior e Marli de Lourdes Bernardes de Souza só quer uma oportunidade. Eles têm três filhos, um deles especial, e alegam que a maior dificuldade é a falta de experiência registrada na carteira profissional. Ambos trabalham como autônomos, mas querem que pelo menos um deles tenha um trabalho com registro profissional e com renda fixa para melhorar o orçamento doméstico. A ajuda, segundo eles, vem dos familiares, tanto financeira quanto de indicações de trabalho.

Marli tem curso de manipulação de alimentos e Lázaro de operador de empilhadeira, mas não conseguem se candidatar às vagas na área por falta de experiência. “Dizem que ‘vai melhorar’, mas não nos dão oportunidade. É como se achassem que não temos capacidade para fazer o serviço. Se tivéssemos a oportunidade, a gente poderia crescer no emprego”, defende o casal.

Vilson está há sete meses buscando por emprego
Vilson está há sete meses buscando por emprego

A mesma percepção tem o operador de máquinas Vilson Leal da Silva, 31 anos. Há sete meses ele busca por emprego. Ele tem curso de operador de empilhadeira e já trabalhou com esse tipo de veículo, mas como não tem a função registrada na carteira não consegue ir para a próxima fase de uma seleção. “Procuro emprego nessas áreas que tenho experiência, mas as empresas exigem muito e pagam salários baixos. Como tem muita gente desempregada, as empresas exigem mais. E na carteira eu não tenho o registro. Espero que Deus abençoe daqui pra frente e eu consiga algo”, frisou.

Alexsandro se arrepende de não ter feito mais cursos
Alexsandro se arrepende de não ter feito mais cursos

Já Alexsandro Zenovelo, 35 anos, participou de duas seletivas de emprego numa única semana e aguarda ansioso por uma resposta. A justificativa para a demissão, há um ano e dois meses, foi a crise. “A maior dificuldade é a concorrência, uma vaga tem 20, 30 pessoas participando da seleção e estão exigindo mais capacitação. Eu me arrependo de não ter feito mais cursos para poder criar até mais oportunidades. Agora, espero me estabilizar ao arrumar um emprego e fazer mais especializações em outras áreas”, planeja.

 

Recolocação

O administrador de empresas, com pós-graduação em Logística, Welton Ferreira, estava otimista ao sair de uma seletiva. Ele trabalhava em uma multinacional quando foi demitido. Atualmente, Welton trabalha para uma empresa do Rio Grande do Norte, onde estava morando e veio para região prestar serviços. Natural de Mogi Guaçu, ele quer voltar para a cidade e está se candidatando aos postos de trabalho que exigem menos graduação. Dessa forma, Welton acredita que pode voltar a morar perto da família e retomar o crescimento profissional. “Está muito disputado. É muita gente para poucos empregos. Em partes, a culpa é dos governantes, mas também devemos buscar capacitações. Espero uma boa recolocação e alcançar meus objetivos de atuar de acordo com minha formação”, comentou.

Welton está tentando se recolocar no mercado de trabalho
Welton está tentando se recolocar no mercado de trabalho

Aos 35 anos, Cristiane Cordeiro da Silva Ferraz de Carvalho deu entrada no seguro desemprego e já tinha currículos em mãos. Trabalhou por seis anos como ajudante de produção e, como concluiu o curso de Pedagogia, busca emprego na área da Educação. “Estou deixando currículo em escolas, vou prestar concursos públicos, estou correndo atrás. Tenho fé que é mais fácil encontrar emprego no começo do ano. Sei que não tenho essa experiência profissional, mas acredito que vão me dar essa oportunidade”, concluiu.

Cristiane formou-se em Pedagogia e busca nova área
Cristiane formou-se em Pedagogia e busca nova área

ESTATÍSTICA NACIONAL*

 

Empregos

O nível da ocupação, que atingiu o maior patamar em 2014 (56,9%), chegou a 53,9% em 2017, reforçando a tendência de queda e atingindo o patamar mais baixo da série da pesquisa.

 

Por conta própria

A categoria dos trabalhadores autônomos envolvia cerca de 22,8% dos trabalhadores (20,4 milhões) e, em 2017, passou a representar 25% (22,7 milhões).

 

Sem registro em carteira

O ano de 2017 foi encerrado com 10,7 milhões de empregados sem carteira de trabalho assinada.

 

No campo

Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura foi o grupamento que mais perdeu trabalhadores na transição de 2016 (9,2 milhões) para 2017 (8,6 milhões), apresentando redução de 6,5%.

 

Indústria

Indústria fechou o ano de 2017 com 11,7 milhões de trabalhadores, sofrendo, em seis anos, redução de 1,4 milhão de pessoas em seu contingente.

 

Construção

Em termos percentuais, este foi o grupamento que mais perdeu trabalhadores neste período.

 

Comércio e Serviços

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas  é um dos poucos que tem mantido certa estabilidade, principalmente em função da maior adequação à informalidade.

 

Alojamento e alimentação

Em relação a 2014, o crescimento foi de 907 mil (21,4%), variação associada, principalmente, à parte dos serviços de alimentação, sobretudo no que se refere ao trabalho ambulante.

 

*(Fonte: IBGE)

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