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Natação para bebês: Procura por atividade aumenta no verão

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Nesta época do ano, com temperaturas altas, aumenta a procura de pais que querem colocar seus filhos ainda bebês na natação. Pode parecer inusitado, mas a natação é uma atividade superindicada para crianças a partir dos seis meses de vida. Isso porque, é um esporte completo que promove uma série de benefícios para o desenvolvimento físico e mental do bebê que recebe vários estímulos durante as aulas.

Outra questão interessante tratada na natação é que quanto mais novas, menos medo de água elas vão ter, conforme forem crescendo. Com isso, a atividade também proporciona segurança aos pequenos que, muitas vezes, são vítimas potenciais de acidentes domésticos envolvendo água, como afogamentos. Apesar disso, muitos pais ainda ficam com receio de colocarem seus bebês tão novinhos neste esporte.

Para não ter mais dúvidas, a coordenadora técnica da Spatium Academia, que tem turmas a partir dos seis meses, Giovana Maximiano Schiavon Pacobello, explica os benefícios recebidos na atividade que é sempre feita na companhia de um adulto responsável, de preferência do pai ou da mãe, aumentando ainda mais o vínculo afetivo.

 BENEFÍCIOS

Natação estimula o desenvolvimento e trata doenças

 A coordenadora Giovana reiterou que a idade mínima para uma criança iniciar na natação é de seis meses, devido às vacinas que o calendário nacional estipula para os recém-nascidos antes dessa faixa etária. Com a maioria das vacinas tomadas, o bebê já está mais desenvolvido e pronto para a atividade física que é praticada com uma fralda especial para piscina.

Giovanna
Giovana

Com a idade adequada, o bebê inicia na natação na companhia do pai ou da mãe que devem entrar na água junto com o filho para praticar aulas que têm duração máxima de meia hora. “Aqui, nós já identificamos um benefício maravilhoso que é o aumento do vínculo afetivo entre pais e filhos. Esse contato físico oferece troca de carinho e faz com que a criança cresça com segurança”, explicou a profissional.

Giovana ainda informou que a natação auxilia e estimula a coordenação motora, a parte cognitiva, o estímulo para o apetite, ajuda o bebê a engatinhar, sentar ou andar mais facilmente, ajuda o bebê a dormir melhor, auxilia na resistência respiratória e muscular, na postura e na noção de espaços e tempos. “Além de tudo isso, a piscina relaxa o bebê, que sai tranquilo da água, pois a piscina lembra quando o bebê estava dentro da barriga da mãe”.

E você já se perguntou por que os bebês já nascem sabendo nadar e depois desaprendem? A coordenadora explicou que os bebês sabem nadar porque possuem o reflexo de glote. Um mecanismo de proteção que bloqueia a glote na região da laringe e faz com que os bebês prendam a respiração instintivamente. “O reflexo de glote até os quatro meses de vida é natural e a natação estimula esse reflexo mantendo ele ativo até os oito meses. Com isso, o bebê trava a respiração, facilitando os mergulhos, mas isso não significa que eu posso afundar um bebê. Apenas significa que se a criança cair na água ela vai conseguir manter o controle respiratório”.

Pais de filhos que têm doenças respiratórias, como asma e bronquite, escolhem a natação por recomendação médica, já que a atividade além de prevenir essas doenças respiratórias, também proporciona condicionamento respiratório. “Nesse caso específico, a procura é maior durante o inverno quando essas crises respiratórias aumentam. Os cuidados, nesses casos, são maiores e existe toda uma adaptação”.

multi piscina crianca

Para os pais que tem receio quanto à atividade, Giovana falou que basta tomar alguns cuidados. “É preciso estar atento à academia escolhida. Procurar saber com quais produtos a piscina é tratada. Aqui nossa água é tratada com ozônio e com 10% de cloro. A temperatura da água também deve ser adequada, sendo que o ideal é de 28 a 32 graus. Se o bebê não tem nenhum problema de saúde não há contraindicações para ser praticante da natação, pelo contrário, até previne doenças”, ressaltou Giovana, que ainda lembrou que quanto à alimentação é recomendado que os bebês sejam alimentados uma hora antes da aula e depois eles comam uma fruta ou sejam amamentados.

Para finalizar, ela deixou uma atenção com relação ao período do verão com as crianças. “Eu como professora deixo um alerta. Cuidado ao afundar o bebê em água. Isso só deve ser feito com acompanhamento técnico e ressalto a questão da segurança dentro da água. Toda criança tem que estar a uma distância de um braço do pai”, concluiu.

TODA FAMÍLIA

Casal apresentou natação para o filho ainda bebê

Jhonnes e Lucas
Jhonnes e Lucas

Karina Siqueira Henrique e Jhonnes Massuia são pais do pequeno Lucas Henrique Massuia, de apenas 1 ano e 2 meses. O casal tem comprovado os benefícios da natação para bebês desde os oito meses de vida do filho, quando ele passou a frequentar as aulas na companhia do pai, que entra junto com ele na piscina, e também da mãe, que acompanha atenta aos avanços de Lucas na água.

Sabe aquele velho ditado que diz: “Filho de peixe, peixinho é?”. Fez todo o sentido na escolha de colocar o bebê no esporte. Isso porque, os pais de Lucas já têm uma ligação com a atividade.

Jhonnes começou a nadar na adolescência, aos 14 anos, e desde então se apaixonou pela natação, tanto que há cinco anos participa de competições com a equipe Spatium. Já Karina entrou na atividade com o objetivo de ter mais um exercício para praticar, além da musculação, e assim como o marido virou praticante.

O casal contou que, além da ligação com a piscina, também havia a vontade de colocar Lucas, ainda bebê, na natação para ele usufruir dos benefícios da atividade. “Queríamos incentivar a coordenação motora e estimular toda a parte cognitiva dele, já que dentro da água ele faz movimentos únicos e diferentes dos que são feitos no dia a dia”, afirmou os pais.

O pai ressaltou que a segurança do filho com relação aos acidentes que podem acontecer em piscinas e praias pesou bastante na hora de decidir matricular o bebê na natação. “Ele saberá reagir da maneira certa, caso alguma coisa aconteça, diminuindo assim os riscos de afogamento”, explicou Jhonnes, que ainda revelou uma mudança no comportamento do filho com relação ao banho. “Melhorou muito, dá para ver que a relação que ele passou a ter com a água é de intimidade e, com isso, até a hora do banho se tornou mais fácil e prazerosa”.

Karina e Lucas
Karina e Lucas

A mãe ressalta que o sono do bebê também evoluiu com a prática do esporte. “Quando ele vem da aula, ele dorme super bem, sem contar que é uma atividade lúdica, na qual ele se diverte e desenvolve a parte social por conta de interagir muito com outras crianças. Eu gosto de deixar bem claro que, apesar de nós gostarmos da natação, o Lucas pratica porque ele também gosta. A gente apresentou a atividade e ele quis continuar, não é forçado. O Lucas fica muito feliz quando vê a piscina e a professora”, enfatizou Karina.

Para finalizar, o casal disse que a natação fará parte da vida de toda a família. “Vamos seguir juntos, aumentando assim o nosso vínculo afetivo”, comemorou.

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