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“Não tenho pressa para votar reajuste”, diz Zanco

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Ainda está na Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal o projeto de lei que visa aumentar em 20% o salário dos 19 servidores que trabalham na Casa de Leis. No entanto, o presidente da Câmara, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), admitiu que não tem pressa para votar este projeto, mesmo após ter passado por todas as Comissões da Casa. “Não vou votá-lo a toque de caixa. Gerou muita polêmica entre os vereadores. Por isso, vamos votá-lo com calma, sem correria”, disse Zanco, que descarta retirar o projeto que trata do reajuste salarial dos servidores do Legislativo. “Não vou retirá-lo. Mantenho minha intenção de ‘equiparar’ o salário dos servidores desta Casa com os salários pagos para as mesmas funções nas Câmaras da região. Retiro esse projeto somente em último caso sob uma alegação muito convincente, o que ainda não aconteceu”, frisou.

No entanto, Zanco diz que está ponderando a situação diante do mal-estar que o assunto gerou entre os vereadores e a Presidência. “Estamos conversando e vamos conversar mais vezes sobre isso. Vamos analisar todos os lados e ponderar os prós e contra deste projeto de lei. Por isso, digo que não tenho pressa para votá-lo”, completou.

Após receber o parecer da Comissão de Justiça e Redação – seja favorável ou não –, o projeto de lei segue para a Comissão de Finanças onde fica por 15 dias, no máximo. Após receber este segundo parecer é encaminhado para a Presidência da Câmara. Lá, o presidente da Casa analisa os pareceres concedidos pelas Comissões e decide quando o projeto de lei será votado pelo plenário da Câmara. “Não vou engavetá-lo, mesmo sabendo da repercussão negativa que causou. Mas as conversas sobre este assunto ainda seguem entre a Presidência e os vereadores”, frisou Zanco.

Se o projeto de lei for aprovado pelos vereadores, o reajuste de 20% nos salários dos 19 servidores efetivos da Casa representará R$ 9, 9 mil a mais por mês na folha de pagamento da Câmara. Ao ano, este valor será de R$ 129,1 mil a mais.

De acordo com Zanco, a Prefeitura repassa R$ 720 mil por mês como duodécimo para a Câmara. Deste montante, até 70% pode ser usado para quitar a folha de pagamento. Atualmente, é gasto 59%. “Ainda ficaremos abaixo dos 70%. A Câmara tem receita própria, ou seja, não temos nada com a Prefeitura, não vamos comprometer as finanças do município”, concluiu o presidente da Câmara.

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