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“Não sou tão importante assim”, diz Hélio

O ex-prefeito apenas confirmou que terá decisões importantes no próximo ano

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O ex-prefeito Hélio Miachon Bueno (PMDB) comentou, por telefone, com a Gazeta, na tarde de ontem (16), sobre as especulações acerca de seu nome para disputar a Prefeitura nas eleições de 2016. Cauteloso, ele observou que esse comportamento político é normal. “Sou ex-prefeito, então, obviamente, meu nome sempre será cogitado. É normal”.

Isso porque, algumas siglas partidárias estão aguardando a decisão de Hélio de ser ou não candidato a prefeito para definir seus rumos políticos. Uma das expectativas é de que o ex-prefeito irá romper o apoio dado ao atual prefeito Walter Caveanha (PTB) para lançar sua própria candidatura, retomando a rivalidade política.

Ao comentar esta hipótese, Hélio enfatiza que mantém seu apoio a Caveanha, mas enfatiza que algumas decisões podem ser tomadas a partir do ano que vem. “Estamos juntos com o Walter e vamos ajudá-lo a resolver algumas coisas na cidade”, reforçou.

Questionado sobre a espera que os partidos estão tendo acerca de seu nome para candidato a prefeito, Hélio diz entre risos. “Não sou tão importante assim. Insisto em dizer: é normal que haja esse comportamento. Meu nome não é tudo isso, não”, comentou num tom descontraído.

Hélio atribuiu à crise econômica do país toda indecisão dos partidos políticos sobre quais rumos tomar. Para o ex-prefeito, a insegurança do cenário político exige bom senso e impede o fluxo na política. “A maioria das Prefeituras está enfrentando problemas financeiros, com baixa arrecadação, muitas melhorias para serem feitas e a saúde pública sofreu um baque grande com a epidemia de dengue que se instalou no começo desse ano. A saúde pública teve muitos gastos para controlar e dar conta dessa doença, que custou caro”, analisou.

Durante a conversa com a Gazeta, Hélio evitou confirmar que é realmente pré-candidato a prefeito em 2016 e apenas disse que no ano que vem vários assuntos serão discutidos. “É momento de bom senso. E também é preciso lembrar que têm muitas especulações nesses próximos meses, inclusive envolvendo o meu nome. Mas, como já disse, é normal. Não me importo”, concluiu.

Indícios
Os rumores sobre o nome do ex-prefeito Hélio para candidato ao comando da Prefeitura ganhou mais força quando foram confirmados os nomes da Executiva provisória do PMDB guaçuano. Com exceção do presidente da sigla na cidade, Modesto Júnior, todos os outros quatro nomes têm relação política com o ex-prefeito, até porque, assumiram cargos comissionados no governo do peemedebista: Paulo Eduardo Chiarelli, ex-superintendente do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) ; Rosely Edvalda Rodrigues Pereira de Aguiar, ex-coordenadora do CAIC (Centro de Atendimento Integral à Criança); Luiz Carlos Ferreira, ex-presidente do PMDB local e ex-secretário municipal de Comunicação Social; e José Antônio Ortiz Bueno, amigo de Hélio.

Inelegibilidade
Uma das razões que impedem que Hélio seja mais enfático ao comentar seu futuro político é a indecisão sobre sua inelegibilidade. Isso porque, embora haja confirmações jurídicas que assegurem que o ex-prefeito poderá, sim, ser candidato a cargos públicos, ainda pesa sobre seu currículo político as contas públicas rejeitadas pela Câmara Municipal referentes às suas Administrações.

De acordo com o advogado especialista em direitos políticos, Alberto Luiz Mendonça Rollo, de São Paulo, basta que haja uma conta pública rejeitada pelo Legislativo para que o então político torne-se inelegível perante à Justiça Eleitoral. “No caso, são oito anos de inelegibilidade e esse tempo começa a ser contado a partir da decisão da Câmara Municipal”, frisou.

Outra atenuante que estava sendo usada como base para livrar Hélio Miachon da inelegibilidade é o fato dele ter completado 70 anos, em 2014. De acordo com o artigo 115 do Código Penal Brasileiro, quando o réu completa 70 anos de idade, o prazo prescricional, em consequência, é reduzido pela metade.

No entanto, essa regra não cabe aos processos respondidos por Hélio porque nenhum deles é de caráter criminal. “Não tem relação alguma. Os processos do ex-prefeito seguem tramitando na Justiça e o fato de ele ter 70 anos não vai interferir porque os processos não são criminais, são apenas cíveis”, explicou Rollo.

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