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Na tribuna, Alex Tailândia cobra firmeza dos vereadores

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O ex-vereador Alexandro de Araújo, o Alex Tailândia, presidente do PRB de Mogi Guaçu, cobrou postura firme dos vereadores diante da Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público contra o atual prefeito Walter Caveanha (PTB) e o ex-prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PHS). O ex-vereador discursou na Câmara Municipal, na sessão desta segunda-feira (2), usando a tribuna livre, para falar sobre o suposto superfaturamento cometido pelo atual Governo Municipal e também pela Administração passada na compra de carnes para a merenda escolar da rede pública de ensino. “Esta Câmara tem de ficar firme na cobrança e não deixar de cobrar que o prefeito revogue o contrato que a Prefeitura de Mogi Guaçu tem com a empresa Iotti e comece outro contrato. Não parem de cobrar. Vão para cima da Prefeitura, porque estes R$ 15 milhões saíram dos cofres públicos municipais de maneira ilícita e prejudicou a Educação da nossa cidade”, ressaltou Alex.

Em 2015, quando ele era vereador, Alex foi o autor da denúncia ao Ministério Público que apontou a empresa Iotti Griffe da Carne Ltda como sendo alvo de investigações por cartelização e por improbidade administrativa, além de também haver indicações de superfaturamento de seus preços em Mogi Guaçu e em outras cidades. Na denúncia, Alex ainda afirmou que as Prefeituras de Amparo e Santo Antônio de Posse, por exemplo, compraram alimentos idênticos (carnes/frango) a preços bem menores que os pagos pela de Mogi Guaçu. No mês passado, o juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Mogi Guaçu, Sérgio Augusto Fochesato, aceitou o pedido feito pelo Promotor de Justiça, Alexandre de Palma Neto, e mandou bloquear os bens do prefeito Walter Caveanha, por meio de uma liminar. A liminar dada pelo juiz também atinge a secretária municipal de Educação, Célia Maria Mamede; e os membros da Comissão de Licitação da Prefeitura de Mogi Guaçu: Humberto Cinquini, Elisabeth Barbosa Alves, Adriana Bibiano e Daiane Cristina Mendes Martins. O bloqueio deverá atingir o patrimônio de todos os réus até somar o valor total de R$ 4.788.868,20. No entanto, o valor total pago à empresa Iotti pela Prefeitura de Mogi Guaçu foi de pouco mais de R$ 15 milhões. “O tempo passou e não volta mais. Quem perdeu com essa ilegalidade foram as crianças, porque esse dinheiro todo poderia ter sido investido em melhorias na Educação. Mesmo que esse valor volte completamente para os cofres públicos não irá reparar os danos que já foram causados às crianças, que perderam na qualidade de ensino. Esse dinheiro poderia ter sido utilizado em diversas melhorias da Educação”, apontou o ex-vereador.

sessao de camara alex tailandia tribuna livre

O discurso de Alex na tribuna livre durou cerca de 30 minutos e serviu, principalmente, para chamar a atenção dos atuais vereadores para o caso e reforçar a importância e a necessidade de os vereadores fiscalizarem o uso do dinheiro público. “O atual prefeito criticava o valor da merenda, mas quando venceu as eleições aditou o contrato e não mudou nada. Até baixou um pouco os preços, mas ainda estava errado. Meu trabalho como vereador foi reconhecido pela população. Agora precisamos que esta Câmara continue cobrando e fiscalizando, porque os atuais vereadores nos representam”, comentou Alex Tailândia.

Para justificar que ainda prossegue o possível superfaturamento na compra de carnes para a merenda escolar, Alex Tailândia exemplificou falando sobre os atuais preços pagos. “No mercado perto da minha casa, eu comprei 1 quilo de peito de frango por R$ 6.90. A Prefeitura de Mogi Guaçu paga R$ 14.99 o quilo do frango para a Iotti”, comparou o ex-vereador.

sessao de camara alex tailandia tribuna livre

 

 

 

 

 

 

 

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