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Mulher seria pivô de assassinato na pedreira

Carla Bianca Rippa confessou que foi o marido Fernando da Silva Monteiro o autor do homicídio do também morador de rua Dadá

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Cerca de quatro dias após o crime, uma moradora de rua revelou que o marido foi quem matou o também morador de rua Odair Patric da Silva. Carla Bianca Rippa, 32 anos, foi quem chamou os policiais militares Diego Dias e Liziero e contou como tudo aconteceu. O crime ocorreu na pedreira do Jardim Bela Vista, na região central.

O corpo foi encontrado na tarde da última quarta-feira (26). Odair Patric, ou Dadá, como era conhecido, tinha afundamento de crânio e o rosto estava coberto de sangue. Não havia sinais visíveis de espancamento em outras partes do corpo. Os policiais e peritos não encontraram no local o que teria sido usado para golpear Odair.

Após ela contar que foi o marido Fernando da Silva Monteiro, 25 anos, o autor do homicídio, os policiais passaram a fazer o patrulhamento para tentar encontrá-lo e o localizaram ainda na madrugada de domingo (30) pelo bairro Santa Helena (Zona Norte). Fernando não quis fazer qualquer declaração.

A esposa tinha contado aos policiais que presenciou quando o companheiro pegou um caibro e foi até onde Dadá estava dormindo no dia anterior a localização do cadáver (25). Ela disse que o marido golpeou a vítima na cabeça. O motivo seria devido a um encontro sexual que teve em data anterior com Dadá.

Ambos foram conduzidos até a Central de Polícia Judiciária, como já havia passado o período flagrancial para a prisão e não havia medida judicial que determinasse a prisão, o casal foi liberado.

Fernando
Fernando

Ambos são naturais de Itapetininga e no dia do crime alegaram serem amigos da vítima e que dividiam o mesmo terreno como moradia. O casal e Dadá ganhavam a vida ‘olhando carros’ na Avenida dos Trabalhadores, próximo a uma agência bancária. Dadá chegou a ser acompanhado por técnicos do Projeto Vinha Esperança, mas por desentendimentos familiares não foi possível o retorno à casa da mãe.

Dadá tinha 40 anos, natural de Mogi Guaçu e era cabeleireiro. Ele era conhecido como homossexual, era portador de HIV (Aids) e estava doente e caminhando com dificuldade. Ele tinha conseguido o benefício Bolsa Família para pessoa sem renda, no valor de R$ 87. O dinheiro era sacado por Carla, que era quem recebia o benefício e também pegava medicamentos para Dadá.

 

No dia

O casal disse para os policiais que atenderam a ocorrência que viu Odair com vida no final da tarde de terça-feira. Ao saírem pela manhã de quarta-feira, o encontraram de bruços, com o cobertor enrolado no corpo e parte da cabeça. Disseram acreditar que ele ainda dormia. Ao retornarem, por volta das 16h30, ‘perceberam’ que Odair estava na mesma posição. Ao se aproximarem viram sinais de sangue e correram até um escritório de advocacia na mesma rua e pediram para chamar a polícia. Quando os policiais chegaram, eles acompanharam toda a movimentação do lado de fora e deram informações do amigo. Foi Carla quem entregou um extrato bancário que tinha o nome de Dadá, uma vez que ela disse que a bolsa com documentos e remédios dele tinha sumido do local.

O caso continua sob a responsabilidade da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que determinará providências com a soltura do acusado.

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