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Mudanças viárias nem sempre agradam

Cones são colocados na rua pela direção da escola nos horário de estrada e saída de alunos

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Quem leva e busca os filhos na escola ou ainda quem trafega perto destes estabelecimentos nos horários de entrada e saída dos alunos já se deparou com algumas infrações de trânsito: parada em fila dupla e estacionamento em local proibido, entre outras. Lombadas, reforço na sinalização, alteração de mão de direção são algumas das medidas adotadas pela SOV (Secretaria de Obras e Viação), mas estas medidas têm sido colocadas em prática, aos poucos, sob o argumento de que falta mão de obra para atender toda a demanda.

A mudança mais recente aconteceu há uma semana no Parque Guainco, bairro que conta com uma escola privada. A Rua João Wilson de Alcântara

era de mão dupla e passou a ficar com mão única, o que não agradou a todos os moradores do bairro. Isto porque, a via é considerada a principal do Parque Guainco pelo fato de ligar a Avenida Mogi Mirim com a Avenida Luiz Gonzaga de Amoedo Campos. Além disso, cones são colocados na rua pela direção da escola nos horário de estrada e saída de alunos. 

Salvador FranceliA queixa de quem reside no bairro é de que por causa da escola, o trânsito foi mudado sem que seja considerado o todo, ou seja, a população que ali reside. No entanto, o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, atenta que as alterações não visam agradar aos proprietários de escola ou os moradores. “Mudamos quando observamos que é preciso por uma questão de segurança”, enfatizou.

Franceli acrescenta que em todas as escolas o trânsito é uma bagunça nos horários de pico. “E não apenas nas particulares. Estamos resolvendo, mas, aos poucos”, reforçou. Ele relata já ter feito alterações na região da escola estadual “Ângela Maria da Paixão Costa”, no Boa Esperança, e prevê ainda lombada mais alta à Rua Paula Bueno, onde também há escola privada. “Tudo porque os motoristas não respeitam as regras de trânsito”, reforça.

No caso dos cones providenciados pela direção da escola, ele alertou que a medida fere a lei de trânsito. “Aliás, vamos recolher estes cones que as pessoas insistem em colocar pelas ruas”, atenta. À Gazeta a direção da escola justificou ter tomado tal atitude diante da falta de respeito de alguns motoristas que insistem em trafegar na contramão, ou seja, não respeitar a mudança viária. A finalidade, portanto, é a de zelar pela segurança dos alunos. Alertada pela reportagem de que a prática feria a lei de trânsito, a direção relatou que não usaria mais os cones.

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