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Mortandade: Cetesb analisa medidas administrativas

Samae instala e mantém aerador na lagoa para aumentar a oxigenação da água atingida por esgoto

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A mortandade de peixes ocorrida na última segunda (8) na Lagoa do Chula, no Jardim Damasco, é de conhecimento da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). O órgão analisa as medidas administrativas aplicáveis, segundo o informado pela assessoria de comunicação do órgão.  

Os técnicos constataram o problema que teve origem no entupimento do emissário de esgoto próximo à rua Terezinha Ravagnani Capitoni e extravasamento de esgoto “in natura” na rede de águas pluviais. A situação já havia sido descrita pelo superintendente do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), Elias Fernandes de Carvalho.

Como havia adiantado à reportagem, a lagoa recebeu a instalação de aerador para aumentar a oxigenação da água e, desta forma, evitar a morte de mais peixes. Elias diz que o equipamento será mantido na lagoa até que se verifique que não há mais qualquer resíduo de esgoto. “A equipe do Samae vai fazer essa verificação”, acrescenta observando que o ocorrido é um fato que não agrada a ninguém.

peixes morrendo lagoa chulaO superintendente adianta que a autarquia faz de tudo para melhorar o tratamento de esgoto, mantendo investimentos quase que ininterruptos. “O esgoto dos bairros à margem esquerda do Rio Mogi Guaçu era todo jogado in natura, sem tratamento. Hoje, já fazemos este tratamento e a desinfecção final, além dos vários investimentos na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto)”, recorda.

Elias garante que Mogi Guaçu será uma cidade de primeiro mundo em termos de saneamento e pontua que 12 trechos de emissários de esgoto já foram substituídos por tubos corrugados. “Muitas vezes, a própria equipe faz este trabalho. Temos este compromisso de proteger o meio ambiente, mas o que houve na Lagoa do Chula foi decorrente de um trecho que ainda não trocamos, mas está na programação juntamente com aquele da Avenida Honório Orlando Martini, atrás do Jardim dos Lagos “É um trabalho mais difícil porque a rede está há cinco metros de profundidade”, justifica.

 CUIDADO

O superintendente diz que, apesar de este não ser o caso ocorrido na região da Lagoa do Chula, há situações em que o entupimento da rede de esgoto é decorrente do descarte de peças íntimas, por exemplo. Por isso, pede que a população também tenha consciência do que não se deve jogar na rede de esgoto.

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