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Moradores de rua são acusados de ameaçar motoristas

Função de ‘flanelinha’ é exercida irregularmente e situação é observada em vários pontos da cidade

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Estacionar um veículo em alguns pontos de Mogi Guaçu é uma tarefa que requer muita paciência dos motoristas. Além de ter que procurar por uma vaga, é necessário enfrentar os conhecidos ‘flanelinhas’. A Gazeta voltou a receber reclamação sobre a permanência de moradores de rua que exercem a função de ‘flanelinha’.

De acordo com um motorista, que preferiu não se identificar, os moradores de rua que exercem a atividade coagem as pessoas para eles “olharem o carro”. “Por que pagar Zona Azul se há centenas de pedintes no centro se oferecendo para “olhar o carro”? E experimente não pagar eles e você será o felizardo ganhador de um belo risco ou amassado em seu veículo”, relatou.

Ele comentou que ainda não teve nenhum dano material, mas que as ameaças veladas são preocupantes, como, por exemplo, “Tio, melhor alguém olhar o carro né?”.

Para o motorista, a ação dos moradores de rua como ‘flanelinhas’ tem sido freqüente na Rua Paula Bueno, próximo à Faculdade Maria Imaculada e ao Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), como já acontece na Praça da Capela e em outros pontos da cidade.

estacionamento parque ingas

Policiamento

O comandante da Guarda Civil Municipal, Claudemir Adorno da Costa, orientou que todo motorista que for coagido para dar qualquer quantia em dinheiro deve comunicar imediatamente a GCM para que uma viatura seja mandada ao local. Adorno informou que longas rondas são feitas pela região apontada pelo motorista. “Quanto à presença das pessoas em situação de rua, não podemos simplesmente chegar lá e tirar eles do ambiente, mas podemos e vamos deter os que cometerem qualquer tipo de crime pelo local”, esclareceu o comandante.

Da mesma forma, o capitão da Polícia Militar, Eduardo Jorge Marques, orienta que ao ser coagido o motorista deve acionar a PM pelo número 190 para que autor e a vítima sejam conduzidos ao plantão policial para o registro da ocorrência. “No entanto, o que ocorre é que pedir não é crime, então, é necessária a presença da vítima coagida para que qualquer providência seja tomada”. O capitão fez questão de lembrar que a população não é unânime com relação às pessoas em situação de rua. “Muitas pessoas têm pena deles e em muitos casos a população fica contra a polícia quando ela atua contra pedintes, pois avaliam que não estão fazendo nada de mal, dá quem quer”, finalizou.

QUEM FISCALIZA?

Lei municipal prevê multa para os acusados de coação

No dia 12 de maio de 2018 entrou em vigor a Lei nº5. 133 de autoria do vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), que veda aos guardadores de veículos ameaçarem ou coagir de qualquer forma, mesmo que velada, o motorista a contratar os seus serviços ou dar remuneração. A lei também proíbe a sugestão de qualquer espécie de preço e prevê multa no valor aproximado de R$ 1.665,00.

061_Sessão de Câmara Fábio LuduvirgeNa época em que o projeto de lei foi votado, o vereador apresentou que a função de ‘flanelinha’ é muito exercida por moradores de rua que tomam conta de praças que ficam localizadas em áreas movimentadas onde os veículos são estacionados. O que significa que eles atuam na atividade de maneira irregular podendo também serem multados em caso de denúncias feitas por coação a motoristas.

O vereador deixou esclarecido que os moradores de rua não têm como pagar o valor, mas podem ser encaminhados ao plantão policial, onde um Boletim de Ocorrência será registrado e o fato será presenciado pelo delegado.

 

Alvos de projeto

A Secretaria de Promoção Social informou que o último relatório do serviço de abordagem do mês de dezembro aponta que atualmente Mogi Guaçu tem 60 pessoas em situação de rua. Todos são alvo de ações realizadas pelo serviço como abordagem, encaminhamentos, fornecimento de passagem, contato com familiares e grupos socioeducativos com atendidos e familiares visando o fortalecimento de vínculos, reinserção familiar e comunitária. Ainda de acordo com a Secretaria, os moradores de rua são abordados em vários pontos da cidade como Praça da Capela, Praça da Vila São Carlos, proximidades do Hospital Municipal e rodoviária. Com relação às pessoas que ficam nas proximidades do terminal de ônibus urbano, no Centro, a Promoção Social informou que elas também são abordadas pelo projeto que faz a oferta de ajudá-las a sair da atual condição.

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