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Menina de 2 anos morre após engasgar com macarrão e purê

Embora os pais tenham explicado as circunstâncias que levaram Maria Vitória ao óbito, morte está sendo investigada

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A mãe da menina Maria Vitória Nascimento de Oliveira, 2 anos, chegou ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” com a filha nos braços, na tarde desta terça-feira (25). Meia hora depois de dar entrada, com parada cardiorrespiratória, e os médicos tentarem reanimá-la, Maria Vitória faleceu.

Assim que a menina morreu, guardas civis foram chamados e conversaram com a mãe para entender o que havia acontecido. A jovem mãe, de 19 anos, contou que a filha tinha colocado uma flor de plástico na boca e que teve de enfiar o dedo para desengasgá-la. Em seguida, a mãe deu água para a menina e foi alimentá-la com macarrão e purê, momento em que a criança começou a passar mal. A mãe conta que pediu socorro e foi levada por um familiar até ao Pronto-Socorro.

A mãe e o pai, de 27 anos, contaram que a filha nasceu prematura e tinha um distúrbio do sistema digestivo, o que acarretava dificuldades de alimentá-la e vários engasgos. A menina teria retorno médico na próxima terça-feira, dia 1º de agosto e, há dois meses, frequentava a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Mesmo com o relato dos pais, a ocorrência foi registrada como morte suspeita, a ser investigada, devido algumas informações que foram levadas ao delegado Dalton David Ferreira acerca das circunstâncias da morte da criança.

 

Exames

Dois médicos do Pronto-Socorro do Hospital Municipal examinaram a criança e suspeitaram de maus-tratos e abuso sexual. Um dos médicos alegou, inclusive, que a criança estava abaixo do peso e tinha lesões no rosto, na língua, no calcanhar e no ânus. Outra médica também fez as mesmas observações e encontrou restos de comida pela laringe e faringe da menina.

Os guardas civis André e Paulo voltaram a conversar com os pais da criança diante dos apontamentos preliminares dos médicos, mas os pais negaram maus-tratos. A mãe lembrou que há cerca de três meses estranhou como o sogro segurou a filha no colo, mas que o marido não concordou. Há dois meses, o casal mudou de residência para um bairro próximo do Pronto-Socorro do “Dr. Tabajara Ramos”. Na delegacia, o avô da criança de 65 anos negou a acusação de abuso.

Diante da situação, o delegado solicitou exame necroscópico imediato da criança junto ao médico legista do IML (Instituto Médico Legal). O médico informou que encaminharia o laudo posteriormente ao delegado, porém adiantou que a criança não apresentava lesões que denotassem violência sexual e que o ânus estava normal. Quanto às lesões no rosto e na boca, o médico legista afirmou que elas seriam condizentes com a versão apresentada pela mãe diante do engasgo da filha. A lesão no calcanhar poderia ter sido provocada pelo calçado. Para concluir, ele apontou que a causa da morte foi asfixia por acúmulo de alimento na faringe. O delegado vai aguardar a conclusão dos laudos e manteve o registro da ocorrência como morte suspeita. O casal não tem outros filhos.

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