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Médico do Samu é suspenso por 30 dias

Durante atendimento de emergência do Disque 192, médico Ricardo Franco bateu boca com solicitante

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Foi concluída a sindicância que analisou a conduta do médico Ricardo Franco, do Samu da Baixa Mogiana. A comissão, formada por profissionais concursados da área da saúde, concluiu que a conduta dele não foi condizente com o atendimento preconizado pelo Ministério da Saúde. Por isso, ele foi suspenso do trabalho por 30 dias sem direito a salário.

No dia 2 de outubro, o médico protagonizou um bate-boca, com palavras de baixo calão, com um popular que tinha ligado para pedir uma ambulância a uma vítima de acidente de trânsito. O acidente ocorreu na região Central de Mogi Mirim.

Durante o período em que a Comissão analisou o caso, o médico ficou afastado do trabalho, mas tinha direito aos vencimentos. A previsão de conclusão da sindicância foi de 30 dias. O coordenador geral do Consórcio Intermunicipal de Saúde ‘8 de Abril’, órgão mantenedor do Samu, Paulo Menna Barreto, explicou que não houve prorrogação porque a Comissão chegou a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar dentro do prazo. “Quando a sindicância termina, o presidente da Comissão precisa homologar a decisão. Depois há prazo para a parte (médico) apresentar recurso de defesa. Nesse caso, o médico não entrou com recurso da decisão, sendo então concluída”.

Assim que voltar ao trabalho, no próximo ano, o médico não poderá mais desempenhar a função de regulador, ou seja, não ficará no atendimento telefônico do Disque 192. Atuará somente como médico intervencionista, isto é, trabalhará na ambulância.

Barreto explicou que essa também já era uma função desempenhada por Ricardo Franco, uma vez que os médicos do Samu revezam como reguladores e intervencionistas. O médico ficará lotado na ambulância/UTI de Mogi Guaçu, não fazendo mais atendimentos em Mogi Mirim.

As equipes do Samu são contratadas e subordinadas ao Consórcio Intermunicipal de Saúde ‘8 de Abril’, que é subsidiado pelas Prefeituras da região que complementam as verbas Federais para a manutenção do serviço em cada município.

Médico Ricardo
Médico Ricardo

Repercussão

A gravação do atendimento do médico com o munícipe vazou pelas redes sociais e repercutiu nacionalmente. O popular se irrita com as perguntas feitas pelo médico e o interrompe pedindo logo uma ambulância. Momento em que o médico passa a ofendê-lo. O áudio também foi apresentado durante a sessão legislativa, na Câmara de Mogi Mirim, no mesmo dia do fato. Vereadores mogimirianos procuraram por esclarecimentos na Regulação da Base do Samu, sediada em Mogi Guaçu.

No dia seguinte ao fato, o coordenador geral do Samu, Wagner Tadeu Cezaroni, se desculpou com a população de Mogi Mirim durante entrevista concedida à Gazeta. O Samu da Baixa Mogiana é composto por cerca de 100 profissionais entre condutores socorristas, enfermeiros e médicos. “Ele assumiu que errou e que perdeu a paciência, e que vai responder pelo que tiver que responder”, contou Cezaroni após ter conversado com o médico que tem 10 anos de carreira e há cinco está no Samu.

Cezaroni deixou claro que após o bate-boca não houve omissão de socorro e que o médico enviou a ambulância com UTI que chegou ao local em três minutos. A vítima de acidente de trânsito foi socorrida com ferimentos leves.

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