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Maus-tratos: Cavalo morre em área de preservação

Animal foi encontrado atolado em meio à água e lama de um córrego do bairro; local é usado irregularmente

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Mais um animal de porte grande morreu vítima de maus-tratos em Mogi Guaçu. O caso aconteceu na última quarta-feira (2), quando um cavalo foi encontrado morto em um córrego dentro de uma APP (Área de Preservação Permanente), localizada no Jardim Suécia II. O fiscal ambiental e sanitário da Saama (Secretária de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente), Cleofas da Silva Vianna, informou que o animal estava atolado no meio da água e da lama, apresentando magreza e ferimentos. “Fiquei muito triste e revoltado quando vi aquela cena”, comentou.

O fiscal acredita que o animal é o mesmo que ele viu há cerca de uma semana no local em estado de desnutrição. “Eu vi esse cavalo bebendo água do esgoto ali”, lembrou ao explicar que se deslocou até o espaço novamente após receber uma denúncia anônima que dava conta de que o cavalo estaria morto.

Ele pontuou que cerca de 20 cavalos e outros animais entre vacas e porcos vivem de maneira irregular na APP, que tem mais de 300 mil metros quadrados, sendo que metade pertence ao município e outra metade é de propriedade particular. Cerca de oito pessoas seriam os donos de todos os animais. “Eles ocuparam essa área com suas criações sem autorização, eles não podem estar ali”, relatou Vianna.

De acordo com ele, a situação fica ainda pior porque os donos dos animais os largam jogados a própria sorte. “Muitos ficam amarrados do lado de fora, na rua, sem água para beber”, afirmou.

Denúncias possibilitaram a identificação do dono do cavalo morto. Ele deve ser autuado pelo crime de maus-tratos e multado em cerca R$ 2.500,00. Além disso, o fiscal vai tentar representar contra ele no Ministério Público. “É uma pessoa conhecida nos meios policiais, já com outras passagens”.

O corpo do animal continua atolado no córrego. Com isso, Cleofas Vianna disse que na próxima semana vai tentar junto ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a retirada dele do local. “Tem que tirar ele de lá e enterrar, o certo seria o dono fazer isso”. Como o CCZ não tem equipamentos, o fiscal vai tentar ajuda dos maquinários da SOV (Secretaria de Obras e Viação) ou da SSM (Secretária de Serviços Municipais). Agora que está morto, o fiscal ressaltou que existe uma preocupação de saúde pública, já que se o animal estiver com alguma doença pode contaminar o rebanho e até mesmo as pessoas. Com relação à APP, Vianna informou que existem outras denúncias acerca do local como produção ilegal de queijos e linguiça, sendo que os porcos seriam abatidos ali mesmo. “Na próxima semana vou lá também com a Visa (Vigilância Sanitária). E para tentar evitar que outros animais de porte grande morram na área, o fiscal vai solicitar aos proprietários as carteiras de vacinação. Neste ano outros dois cavalos e duas vacas morreram em situação de abandono no mesmo lugar, sendo que uma das vacas teve toda a carne retirada, ficando apenas a carcaça pelo local.

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