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Marcos Cunha: de contador de histórias a escritor

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“O Segredo da Lancheira”, escrito por Marcos Cunha, 49, será lançado neste sábado (10), às 10 horas, na sala de vídeo “Célia Maria Stábile”, no Centro Cultural. Com ilustrações de Juliana Bueno, o livro conta as aventuras do menino Didi e remete à infância do próprio autor, que narra situações vividas na época da escola e que ficaram marcadas em sua memória. O que o escritor chama de crônica pessoal se passou em 1976, quando ele tinha apenas seis anos.

Na infância, Marcos Cunha sequer imaginava que um dia seria escritor, aliás, há poucos anos nem pensava que seria contador de histórias. Esta última atividade surgiu em sua vida em 2013 quando o funcionário público foi transferido para o Centro Cultural. A proposta de contar histórias partiu de uma funcionária da Biblioteca Municipal “João XXIII” e com os passar dos anos foi ganhando cada vez mais espaço na vida do contador.

Nesta época, o estudante de Pedagogia agarrou a oportunidade e começou a usar a imaginação para criar formas de entreter as crianças com as histórias. E conseguiu! Atualmente, é pós-graduando em Educação Infantil e Matemática e dá aulas na Feg (Fundação Educacional Guaçuana). Com orgulho, ele conta que foi aprovado em concurso público e pediu a conta da antiga função para a qual também era concursado: porteiro. Esta profissão desempenhou por anos no Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança), no Jardim Santa Terezinha II.

lancamento livro marcos cunha o segredo da lancheiraPara contar histórias e entreter a criançada, Marcos se inspirou em Daniel Azulay, desenhista criador da Turma do Lambe- Lambe e que fez sucesso na TV na década de 70. “Eu queria fazer com que as crianças ficassem mais do que entretidas, gostassem do que estavam vendo e se divertissem”, comenta. Quando as histórias começaram a arrancar sorrisos das crianças, o escritor viu que havia conseguido o que queria. Mas, não é apenas o público infantil que ele pretende entreter. Marcos se diz encantado com a Terceira Idade, pois vê no olhar dos idosos os mesmos sentimentos presentes nas crianças. Foi no Centro Dia do Idoso que fez o “laboratório” do livro a ser lançado.

Os idosos, segundo o escritor, recordaram situações que viveram com os filhos ou eles mesmos na infância. O lanche simples que seguia na lancheira vermelha que ainda tinha a garrafinha plástica para o suco. “Era pão com manteiga ou bolacha Maria quebradinha porque era mais barata”, diz, lembrando a infância.

Didi é o apelido de Marcos Cunha na infância que seguia feliz para a escola com sua lancheira que levava lanche, suco e seu segredo. E, claro, o colega de classe mais levado foi quem descobriu o segredo de Didi e ainda o expôs a todos. Foi quando o menino sofreu bullying e não queria mais ir à escola. Com muito jeito, a professora conversou com os meninos e promoveu a reconciliação dos colegas.

Mas, e o segredo de Didi? Ah! Isso só mesmo lendo o livro para saber o que tanto o menino escondia na lancheira que não o fazia sair debaixo da sombra da árvore.

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Apaixonado por leitura e literatura, o escritor revela já ter outros projetos engatilhados. E destaca a importância dos 25 patrocinadores que possibilitaram a impressão de mil cópias de “O Segredo da Lancheira”. Aliás, a ideia é levar a história às escolas, onde pretende trabalhar sobre bullying com alunos de várias idades.

O livro está à venda por R$ 20 na Da Vinci, Carlinhos Chaveiros e na Papelaria Abecedarium ou diretamente na rede social do escritor.

 

 

 

 

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