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Mãe reclama sobre a falta de médicos na UPA

Taynara Santos também citou a falta de raio-X na UPA, além da demora em transferir a filha para a Santa Casa

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“Não tinha nenhum médico quando cheguei com a minha família. As três salas estavam vazias. Falei com a enfermeira e ela foi grosseira. Disse que talvez não estivessem porque também almoçam e precisam ir ao banheiro”. O relato é de Taynara Santos que levou a filha de apenas três anos para atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), no Jardim Novo II. A situação ocorreu na manhã desta sexta-feira (17).

Segundo a mãe da criança, a presença do médico só aconteceu depois de ela ter começado a mandar áudios para a imprensa. Sem aparelho de raio-X no local, a criança foi encaminhada para exame no Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, no Jardim Planalto Verde. De posse do resultado, mãe e filha retornaram para a UPA.

Neste retorno, segundo Taynara, o médico disse que o exame não havia apontado problemas, mas decidiu por encaminhar a criança para a Santa Casa porque a mesma não estava andando. “Fiquei mais um tempão esperando. Chegaram uma, duas, três ambulâncias, mas nada de transferir a menina. Só depois que, novamente, falei com vocês é que foi agilizada a transferência”, enfatiza. A criança foi transferida por volta das 14 horas.

reclamacao atendimento ppaPara a mãe, um médico atender depois de tanta reclamação é uma vergonha. “A gente paga impostos. Não estão ali atendendo de graça. Minha filha é a única coisa que tenho, o exame não deu nada, mas ela não anda. Estou desesperada”, comenta a mãe. Segundo ela, a menina estava na creche e caiu ao se levantar da mesa para escovar os dentes.

 

DEMANDA

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, como a unidade atende como modelo de UPA, são três médicos simultaneamente. No horário das 10 horas às 16 horas, existe um revezamento para que os profissionais possam almoçar.

A assessoria justificou ainda que a escala dos profissionais foi verificada e consta que os três compareceram na sexta-feira (17). “O que acontece é que houve um aumento do fluxo de pacientes por causa de atendimento de casos de dengue. A prioridade do atendimento é definida de acordo com a classificação”, traz a nota. Quanto à queixa sobre a transferência, foi explicado que o procedimento depende unicamente de exames a serem realizados.

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