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Liliane Silva Camargo

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A arquiteta Liliane Silva Camargo tem 39 anos e é casada com Gustavo Schneider de Camargo e mãe de Lucca, de 9 anos. Ela é formada em Arquitetura e Urbanismo, tem MBA em Gerenciamento de Projetos e Discente na Unicamp, área de Projetos. Liliane trabalha na Faculdade Mogiana do Estado de São Paulo e atua no escritório Stöcke Arquitetura. A profissional iniciou na área de escolha em 1999, mora em Mogi Guaçu, e falou um pouco sobre seu trabalho. 

1 – Como foi a escolha pela atual área de atuação?
Desde pequena, acompanhava meu pai em suas construções. Era uma diversão fazer as minhas construções sobre as pilhas de tijolos, montar os mobiliários com materiais de obra, sentir o cheiro de concreto durante a cura (na época não entendia, mas era uma delícia). Na fase de acabamento meu pai me levava na obra para ver suas criações e como ficava ao finalizar.

2 – Qual é o principal desafio?
São inúmeros os desafios, principalmente nesta área de projeto e construção civil, pois atuamos desde a concepção até o acompanhamento direto em obra. Acredito que o principal seja a etnicidade na profissão. Isso é premissa no escritório de arquitetura. Trabalhamos o projeto pelo projeto e não pelo retorno financeiro dos materiais. Acreditamos na Arquitetura e na competência de cada profissional. Acreditamos em uma equipe justa e honesta.

3 – Conta um pouco sobre sua trajetória profissional?
Inquieta, busquei áreas que pudessem me trazer experiências nas multiplicidades das disciplinas. Uma experiência interessante ainda na graduação foi o desenho de modificação da nossa Avenida dos Trabalhadores que no ano de 1999 estudavam desenhos para o retorno próximo a nossa ponte de ferro. E um simples olhar de uma estudante, talvez não “contaminada” por vários resultados, gerou um retorno muito simples e que hoje é muito utilizado para os acessos aos bairros. Lembro-me que estudava muito sobre a solução de taludes nesta área. Foi um desafio interessante para uma estudante do 2º ano de arquitetura.
Após graduação, fui convidada para participar de Concurso Nacional na área de arquitetura, coordenada pelo então doutor arquiteto Luis Espallargas Gimenez, ganhamos em 3º lugar para a Revitalização do Largo da Batata, cidade de SP. Após o concurso fui convidada para trabalho em escritórios, mas o meu objetivo era participar de obras de alta complexidade, desta forma, conhecendo através da experiência, toda a construção desde a fundação até entrega final ao cliente. Fui, então, para a área de Gerenciamento de Projetos e Obras. Percorri muitos projetos: shoppings, lojas de varejo, galpões logísticos e residências de alto padrão. Obras que demandavam gestão de grandes equipes, correta leitura de projetos em todas as suas disciplinas, reuniões com todos os gestores, alinhamento das comunicações, etc.
Como todo bom arquiteto e urbanista, a prática projetual caminhava em paralelo, desenvolvi devido ao tempo que “me sobrava” (risos…), projetos de retrofit e reformas. A busca e análise incessante sobre a economia e sustentabilidade foi crescendo a maneira que a política e fornecedores foram se abrindo as possibilidades e acessos no mercado. Desta maneira desenvolvemos projetos com certificações sustentáveis, na qual utilizamos a Certificação Leed que é uma certificação para estes tipos de construções sustentáveis, concebida e concedida pela Organização não governamental-ONG americana U.S. Green Building Council.
Após muitas indicações de amigos de profissão, me entreguei a área de docente e tenho buscado ampliar a área de conhecimento dos novos profissionais que possuem um desafio muito diferente dos remotos anos 2000. Desta forma, iniciamos o processo de concurso junto a discentes para que tenham o contato com outros profissionais e treinam a capacidade de criação para além de suas rotinas.

4 – Por que Stöcke Arquitetura?
Stöcke em alemão significa Colméia. Sempre trabalhei em equipe e os projetos gerenciados resultavam em sucesso. Então, entender que um projeto só obtém sucesso a partir de uma ótima equipe já fazia parte da minha rotina. No MBA, conheci o professor Carlos Goldenberg que ensina o comportamento das construções das “colmeias humanas”, na qual relata sobre a importância de ser ético. Muito importante para o assunto que tratava na pós-graduação que foi sobre a “responsabilidade social”. A língua alemã sempre foi a minha preferida, muito mais que o inglês. Surgiu da união de todos os assuntos a Stöcke Arquitetura.

 

Fotos: Fabrício Leme de Morais

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