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Leishmaniose: 1º lote de exames tem resultado negativo

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Apresentaram resultado negativo todos os 100 exames de sangue realizados para diagnosticar a leishmaniose visceral. O 1º lote de amostras foi coletado em cães no Jardim Guaçuano, onde vivia um dos animais diagnosticados com a doença. O trabalho foi realizado mês passado pela Visa (Vigilância Sanitária), CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), veterinários voluntários e estagiários. O trabalho foi acompanhado por um representante do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, onde foram analisadas as amostras.

Mas a coleta de sangue ainda não acabou e deve ser feita em mais 200 cães, sendo 100 no Parque Cidade Nova e 100 na Vila Ricci, que são os outros dois bairros em que foram observados animais contaminados. Aliás, dos três cães diagnosticados com a doença, dois tiveram de ser submetidos à eutanásia, restando apenas o animal da Vila Ricci. Desde as confirmações dos casos, a situação local é acompanhada pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e DRS (Departamento Regional de Saúde) de São João da Boa Vista, pois trata-se de doença de notificação compulsória.

Silvana
Silvana

De acordo com a coordenadora do CCZ, Silvana Munhoz, a data das próximas coletas está sendo definida e deve ser conhecida na próxima semana. Ela pontua que, apesar dos casos negativos, não se deve abrir a guarda. “As pessoas têm tirado as dúvidas por telefone ou pessoalmente, tanto aqui, na Zoonoses, como nos veterinários”, comenta. Quanto ao animal contaminado e que ainda está vivo, ela diz que o cão está em observação na casa dos proprietários. Havia outros dois animais com sintomas, mas ambos morreram antes da conclusão do trabalho das equipes de saúde.

A leishmaniose não tem cura e a maior preocupação das autoridades de saúde é a transmissão para os humanos a partir da existência do vetor que é o inseto hematófago, ou seja, que se alimenta de sangue. Estes mosquitos apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Na região são conhecidos como mosquito-palha.  A Sucen está montando armadilhas para verificar se há mosquitos no município. No entanto, o resultado desta ação ainda não foi divulgado.

 

DOENÇA

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado e o baço. A doença não tem cura e a vacina não é 100% eficaz.

Uma forma de proteger os cães é usando coleiras que repelem o mosquito-palha. O custo médio é de R$ 60, que deve ser trocada a cada seis meses. Mas, os donos de cães contaminados podem ter alto custo com o tratamento do animal, em média de R$ 2 mil/ ao ano.

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