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Justiça suspende eleição dos metalúrgicos

Denúncia falsa de tumulto e pessoas armadas na frente de multinacional mobilizaram viaturas

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Viaturas da PM e GCM foram deslocadas até a portaria da multinacional Mahle após denúncias anônimas de que haveria brigas no horário de troca de turno e, que pessoas armadas estariam pelo local onde haveria uma assembleia sindical. As viaturas foram para o local em horários diferentes, mas voltavam ao constatar que as informações eram infundadas.

Mais uma vez, a eleição para a nova diretora do Sindicato dos Metalúrgicos esquentou os ânimos. Principalmente após o pleito ter sido cancelado às vésperas da eleição pela Justiça do Trabalho.

O atual presidente do Sindicato, Benedito da Silva, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que não foi possível avisar todos os trabalhadores do setor, uma vez que foi notificado pela Justiça no final da tarde da quarta-feira (21).

Durante essa quinta-feira (22), diversos trabalhadores foram até a sede do Sindicato para votar e eram avisados da suspensão da eleição. Silva garantiu que não houve tumulto.

Enquanto isso, na frente da multinacional, dirigentes e apoiadores das duas chapas encontraram-se, também sem problemas. Permaneceu no local a chapa 1, da Força Sindical, tendo como candidato, o ex-presidente da entidade, Marçal Georges Damião.

“Minha chapa solicitou a antecipação da eleição com abaixo assinado como pede o Estatuto (20% do quadro de associados) e uma Assembleia que teve 94 trabalhadores. Tiraram esse nosso direito. Mas vamos discutir na Justiça o direito de termos nova eleição, vamos tentar cassar essa liminar”, reclamou o sindicalista.

Eleição Suspensa Sindicato Metalúrgicos Marçal George Damião Candidato Presidente

Marçal explicou que pediu a antecipação da eleição porque o presidente eleito renunciou, pelo afastamento do tesoureiro geral e porque mais sete diretores teriam ‘vendido’ mandato para empresas. “Por isso resolvemos chamar novas eleições e o estatuto nos permite fazer isso”, alegou.

Assim como José Roberto de Souza, candidato da chapa 2, ligado à Intersindical, o candidato Marçal decidiu conversar com os trabalhadores para explicar sobre a suspensão da eleição.

José Roberto ainda disse que fez uma proposta ao concorrente. “Para irmos juntos ao Ministério Público do Trabalho e pedir para que eles acompanhem o pleito, para não haver dúvidas. Não quero peitar uma decisão judicial, não vale a pena. Mas espero uma resposta da chapa 1 na segunda-feira”.

José Roberto Eleição Sindicato Metalúrgicos

O candidato da Intersindical disse que já estava ouvindo ameaças do tipo “vocês irão se surpreender”, mas não esperava pela suspensão da eleição.

 

Eleição Suspensa

A liminar suspendendo as eleições que seriam realizadas dias 22 e 23 foi deferida pela juíza Daniele Fernandes dos Santos até que a decisão seja definitiva. A multa para o não cumprimento da decisão é de R$ 10 mil.

A decisão tem por base a ação proposta por atuais diretores do sindicato – Fabiano de Carvalho Paulelli, Valmir Santos Reginaldo e Carlos Roberto de Oliveira. Eles pedem a nulidade da eleição alegando que o pleito não é legítimo, uma vez que a atual diretoria tem mandato até 2018 e o Estatuto estabelece mandato de cinco anos.

Também foi alegado que não houve a publicidade exigida para convocar os trabalhadores às eleições, assim como irregularidades nas candidaturas das chapas. “Dessa forma, até decisão definitiva em contrário, a diretoria eleita em 2013 é entidade legítima para exercer o mandato previsto no Estatuto, não se vislumbrando motivo legítimo, até o presente momento processual, para convocação das eleições no corrente ano”, alegou a juíza em trecho da decisão.

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