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Juíza lança projeto de Apadrinhamento

Os interessados devem se cadastras e passarão por triagem social antes de apadrinhar crianças acima de 7 anos que vivem no CAC

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A juíza da Vara da Infância e Juventude de Mogi Guaçu, Fernanda Pereira de Almeida Martins, lançou na tarde desta sexta-feira (9) o Projeto de Apadrinhamento “Laços e Abraços”. O objetivo, segundo estimulado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é fazer o cidadão de bem dar sua contribuição em ajudar emocionalmente e financeiramente as crianças que vivem em abrigos.

Interessados devem ser cadastrar com a equipe técnica do Fórum e se colocar a disposição em apadrinhar crianças acima de 7 anos que vivem nas unidades do CAC (Centro de Atendimento à Criança). São crianças e adolescentes que não foram adotados e não tem como voltar para suas famílias e precisam ter uma referência de convívio familiar.

Juíza
Juíza

A juíza ressalta que este projeto está sendo instalado aos poucos nos municípios e lembra que em Aguaí, onde implantou no ano passado, já vem dando bons resultados. “O maior interesse é dar afeto a essas vítimas fora da instituição (abrigo), principalmente porque acima dessa faixa etária estão fora das possibilidades de adoção”, pontua a juíza sobre a realidade brasileira.

O projeto quer sensibilizar aquelas pessoas que não querem adotar, mas tem possibilidade de ser padrinho ou madrinha de uma criança ou adolescente. “Porque esse não é só um problema do Estado, não damos conta. É um processo alternativo muito importante. É cada um fazer a sua parte e não só delegar ao Estado que cuide dessas vítimas que só conhecem a realidade do abrigo”.

Para a juíza e equipe técnica, o projeto auxilia na formação de autoestima dessas vítimas de maus-tratos e proporcionam que tenham modelos comportamentais de família.

projeto apadrinhamento

Três formas

Pode ser tanto um padrinho afetivo, que leva o menor abrigado para conviver com a sua família aos finais de semana, feriados e férias. A ideia é que mesmo que eles atinjam a maioridade, que os padrinhos sejam presentes em suas vidas porque não terão outra referência de afeto e família para a vida adulta ou mesmo para construir as suas próprias famílias. Atualmente, os que deixam o abrigo aos 18 anos recorrem às funcionárias como referência.

Há o apadrinhamento financeiro, no qual a pessoa ou empresa pode custear os gastos da criança ou adolescente abrigada como cursos, material escolar, roupas, consultas médicas. Não havendo a necessidade de aproximação pessoal.

E há o apadrinhamento por meio de prestação de serviços, quando profissionais autônomos ou profissionais liberais podem oferecer seus serviços para o bem-estar da vitima abrigada.

projeto apadrinhamentoA juíza ressalta que os padrinhos também passarão por uma triagem social seguindo critérios legais. Os detalhes do projeto foram apresentados pelas assistentes sociais Maria Helena Lealdini Monzoli e Rita Maria Rovaris Gardinali e pela psicóloga Maria Aparecida Pompeu Vasconcelos.

Interessados devem procurá-las na sede do órgão que fica na Rua Waldomiro Martini, 119, no Centro, ou pelo telefone 3891-8403. O projeto está sendo desenvolvido desde 2015 em parceria com o CAC. O levantamento do número de afilhados nos abrigos será feito a partir dessa etapa de divulgação do projeto. A apresentação ocorreu na sala do Tribunal do Júri para as autoridades e profissionais da área de proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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