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Juiz local arquiva processo de estupro de janeiro de 2017

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A denúncia de estupro foi feita em janeiro de 2017. A jovem de 18 anos, casada, acusou um amigo da família. Ao contar para o marido O.R. S, a Polícia Militar foi acionada e o acusado foi preso horas depois.  O auxiliar de produção Weber Sgnoreti Guimarães, na época com 35 anos, permaneceu preso por 10 dias.

O advogado de defesa dele, Natalino Polato, disse que conseguiu a liberdade do cliente após apresentar provas de que a relação sexual entre eles foi consentida. Polato disse que Guimarães sempre negou o estupro e, que após a carona, deixou a jovem R.F.R.S na casa dela e voltou para sua residência.

Ao entrar em casa ela contou para o marido sobre o estupro. Por isso, mandou uma mensagem para Guimarães voltar para casa porque a ex-namorada B.O.D havia aparecido à residência do casal. Quando ele voltou, a polícia estava esperando com base na denúncia feita pelo casal, e fez a prisão em flagrante.

 

Laudos

Durante a fase de inquérito policial, a jovem foi ouvida novamente e confirmou o estupro. Disse que não encontraram a ex-namorada do amigo e que ele parou o carro em local escuro, a agarrou e a estuprou. Alegou ainda que ele lhe pagaria R$ 200 para ficar quieta.  Na época, a jovem disse que foi segurada pelo braço e pressionada pelo pescoço. O exame médico constatou a conjunção carnal, porém inexistindo lesões corporais.

O advogado disse que o carro de Guimarães também foi periciado comprovando que a porta do passageiro, mesmo trancada, podia ser aberta. Fato que demonstrou a possibilidade da jovem ter fugido.

Polato entregou o celular de Guimarães para a perícia. Lá tinha a conversa da jovem, pelo WhatsApp do marido. Guimarães pedia ajuda para o casal de amigos no intuito de reatar o namoro com B. O. D sabendo que a ex também era conhecida do casal.

Trechos da conversa que foi periciada aponta que no dia do ‘estupro’, a jovem diz ao marido que vai procurar a amiga junto com Guimarães. Algumas quadras próximo da casa dela, no Parque Cidade Nova, ele disse que a jovem tomou a iniciativa de tirar a roupa íntima e ter a relação sexual no carro.  Esclareceu que já tinha mantido relação sexual em data anterior com ela juntamente com a namorada.

Já a ex-namorada do acusado disse que a amiga tinha ciúmes do seu relacionamento. Contou que a amiga disse ter feito um programa com ele no dia da acusação e que fez uma ‘armação’ contra ele porque a amava.

O marido da jovem negou saber que a esposa atuava como garota de programa e que a mesma estava internada em clínica psiquiátrica devido diagnóstico de psicopatia de grau 1, alegando que estava em processo de separação da mesma.

A promotora de Justiça Carolina Carvalho Ferreira Alves Nassa solicitou o arquivamento diante da ausência de indícios para a prática de abuso sexual porque a afirmação da vítima ‘deve ser coerente com o restante do conjunto probatório’. A promotora ainda acrescenta que “comportamento do investigado não é condizente com o de um indivíduo que teria acabado de cometer o crime de estupro, visto que retornou a residência do casal, o que não teria ocorrido se tivesse a estuprado de fato”. O arquivamento foi aceito pelo juiz da Vara Criminal Paulo Rogério Malvezzi. A jovem não apresentou recurso contra o arquivamento.

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