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Juiz decidirá destino de bebê que nasceu na rua

O caso está em análise na Vara da Infância e Juventude, mas segue em segredo de Justiça; mãe da criança já teve alta hospitalar

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O juiz da Vara da Infância e Juventude, Fernando Colhado Mendes, vai decidir qual será o destino da menina que nasceu na rua, na madrugada de quinta-feira (3). Desde o dia do nascimento, a criança está sob a guarda da Vara. O parto foi realizado pelos guardas civis Sérgio, Ronnie e Caren que patrulhavam a Avenida Emília Marchi Martini, quando se depararam com a gestante pedindo ajuda.

Em nota encaminhada à Gazeta pelo setor social Judiciário, o juiz informou que o caso corre sob segredo de Justiça. “E as ações a serem tomadas levarão em conta o melhor interesse do bebê”.  A menina continua internada na UNCI (Unidade Neonatal de Cuidados Intermediários) da Santa Casa e a mãe já teve alta.

A mãe tem 29 anos e estaria vivendo em situação de rua, além de ser dependente química. O hospital informou que o estado de saúde da mãe e da menina que nasceu de 9 meses é estável. Inclusive uma unidade de saúde onde a grávida teria feito os exames iniciais da gravidez a estava procurando devido à aproximação do parto. Ela não fez o pré-natal.

Consciente de sua situação precária, a reportagem apurou que a mãe da criança teria pedido para fazer laqueadura, mas como o parto foi normal a cirurgia não teria sido feita. Essa não é a primeira gravidez da mulher. Os demais filhos foram acolhidos na Casa Abrigo e neste caso a família já teria perdido a guarda das crianças que aguardam a adoção.

O histórico de vida da mãe do bebê é também de acolhimento na Casa Abrigo junto com os demais irmãos. Quando criança, ela e os irmãos foram abrigados porque a mãe era negligente nos cuidados com os filhos e não aderia às orientações e programas sociais de ajuda à família.

Em nota, o juiz informou que ficará a critério dela aceitar ou não a ajuda que lhe for oferecida. “Sobre a situação pessoal da genitora, como por exemplo sobre outros filhos, nosso código de ética e nossa conduta profissional não nos permite expor qualquer fato de nosso conhecimento”.

A reportagem solicitou informações se poderia haver uma determinação judicial para a realização da laqueadura. “Quanto à laqueadura, os procedimentos devem ser realizados junto à saúde do município, que orienta o que deve ser feito nestes casos”.

 abre parto guarda municipal

O parto

Os guardas civis Sérgio, Ronnie e Caren patrulhavam a Avenida Emília Marchi Martini, na madrugada de quinta-feira, e acabaram realizando o parto da menina. A viatura passava sobre o pontilhão da linha férrea, pelo Jardim Nova Odessa, quando os guardas avistaram a mulher chorando e pedindo ajuda.

Ela disse que a bolsa amniótica havia rompido e os guardas perceberam que ela já estava em trabalho de parto. Ela estava indo a pé em direção à Santa Casa. Eles permaneceram ao lado da grávida, enquanto aguardavam a chegada da ambulância que acionaram pelo rádio da viatura junto ao Cecom (Centro de Comunicação da Guarda).

Mas não deu tempo. O bebê nasceu ali sobre a ponte às 4h10 com ajuda dos guardas. Ela foi socorrida pela ambulância do Samu até a Santa Casa pelos socorristas Cherézio e Angela.

Esse foi o segundo parto auxiliado pelo guarda civil Sérgio. O primeiro foi há 15 anos quando não havia ambulância no Distrito de Martinho Prado. Foi o primeiro parto auxiliado por Ronnie e Caren. “É sempre emocionante e graças a Deus deu tudo certo”, contou Sérgio.

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