Home»Cidade»Inquérito e sindicância estão em andamento

Inquérito e sindicância estão em andamento

Funcionárias continuam afastadas; alunas não retornaram à creche e família de uma delas pediu transferência

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Uma professora e duas auxiliares de educação, todas elas funcionárias do CEI (Centro de Educação Infantil) “Maestro Geraldo Vedovello”, no Jardim Novo I, seguem afastadas desde a denúncia de duas mães que suspeitam que as filhas foram dopadas na instituição de ensino. O caso aconteceu há dois meses, quando as mães registraram B.O. (Boletim de Ocorrência) após exames apontarem que as crianças haviam ingerido um mesmo medicamento: clonazepam.    

O afastamento das profissionais se prolonga até que seja concluído o processo administrativo de sindicância interna que é conduzido pela Prefeitura. O supervisor da Secretaria Municipal de Educação, Paulo Paliari, atenta que o procedimento trata-se de medida cautelar que visa também preservar a integridade física das funcionárias. “Elas só podem voltar ao trabalho quando a Comissão de Sindicância emitir um parecer, ou seja, só voltam quando cessar o efeito da Portaria”, detalha.

Paulo
Paulo

Paliari relata que o processo é demorado porque todas as partes têm que ser ouvidas e atenta que tudo deve ser muito bem conduzido para evitar novos questionamentos. As profissionais estão afastadas com remuneração. Quanto às alunas, ele disse que uma das mães pediu transferência para outra CEI e foi atendida pela Educação. A criança seguirá para a creche do Jardim Novo II, a “Sinézio Ramos”, no retorno das férias. A mãe da outra criança, Tainara Aparecida Tristão dos Santos, também pretende pedir a transferência da filha para outra creche municipal.

 

LAUDO

O caso também é acompanhado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde foi registrado o B.O. A delegada responsável, Juliana Belinatti Menardo, explicou que o inquérito segue em andamento, sendo que os envolvidos já foram ouvidos, juntado os documentos funcionais referentes às funcionárias e, agora, são aguardados os laudos oficiais do IML (Instituto Médico Legal).

 

O CASO                                         

Ambas as crianças de três anos que estudam na mesma sala de aula da creche passaram mal no mesmo dia e foram levadas a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), no Jardim Novo II. Uma delas teve de ser transferida para a Santa Casa de Misericórdia. A outra foi liberada.

Tainara e Jessica
Tainara e Jessica

A semelhança dos casos levou a solicitação à mãe da criança não hospitalizada para que a levasse para coleta de material. Os exames constataram a desconfiança: as duas crianças haviam ingerido clonazepam. O medicamento é indicado para controle de ansiedade, depressão e crises epiléticas.

Com os dois exames em mãos, no dia 22 de maio, as mães registraram B.O. na DDM, foram ao Conselho Tutelar e também à Secretaria Municipal de Educação. A desconfiança delas é de que o medicamento tenha sido dado às crianças na creche. O caso também foi registrado em B.O. pela GCM (Guarda Civil Municipal).

 

 

Previous post

Prefeitura diz que construção de pontes está na fase de estudos

Next post

Editorial: Lugar ao sol