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Iniciada coleta de sangue em cães no Guaçuano

Ação é realizada pelas equipes da Visa, CZZ e voluntários, sendo acompanhada por pesquisador do Adolfo Lutz

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Começou na tarde desta quarta-feira (15) a coleta de sangue de cães do Jardim Guaçuano. Isto porque, é do bairro um dos três animais diagnosticados com leishmaniose visceral. O animal do Guaçuano e outro do Parque Cidade tiveram de ser submetidos à eutanásia. O terceiro animal é da região central e está sendo acompanhado pelas autoridades de saúde. A ação é importante para verificar se está havendo transmissão da doença e, desta forma, nortear os trabalhos voltados à saúde.

A coleta de sangue conta com profissionais da Visa (Vigilância Sanitária), CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), veterinários voluntários e estagiários. O trabalho é acompanhado pelo pesquisador científico do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, Roberto Mitsuyoshi Hiramoto. As amostras de sangue serão levadas à sede do órgão, mas, em Campinas, onde passarão por um primeiro exame. Em caso positivo, o material segue para São Paulo para nova análise.

Segundo Hiramoto, em caso positivo de uma ou de mais amostras coletadas, uma das ações desencadeadas é desenvolver trabalho junto aos profissionais de saúde, ou seja, sensibilizar os médicos de que existe no município a transmissão da leishmaniose visceral. “Em todo o Estado, temos entre 100 e 200 casos por ano em cães”, pontua.

d guacuano leishmanioseA leishmaniose não tem cura e a maior preocupação das autoridades de saúde é a transmissão para os humanos a partir da existência do vetor que é o inseto hematófago, popularmente conhecido por mosquito-palha, ou seja, que se alimenta de sangue como o flebótomos. O mosquito é encontrado em área de lama, por exemplo, margem de rio, matas, galinheiro e em áreas sombreadas com material em decomposição.

A receptividade dos moradores ao trabalho foi positiva, pois a equipe explica o porquê da ação, anota o endereço do imóvel, o telefone do proprietário e o nome do animal. Tudo para que as amostras sejam devidamente identificadas. A coordenadora do CCZ, Silvana Munhoz Bueno, atenta que a meta é coletar 100 amostras, porém acredita que o trabalho não será concluído nesta quarta-feira (17). “É um número alto de animais e, provavelmente, teremos de voltar outra vez”, disse.

Finalizado o trabalho no Jardim Guaçuano, as ações serão voltadas à região central. Portanto, nas proximidades da Rua Princesa Isabel, onde vive o animal contaminado e o único vivo dos três diagnosticados com a doença.

 

SINTOMAS

A doença pode ser assintomática, porém os principais sintomas são: apatia, perda do apetite, emagrecimento progressivo e feridas que demoram a cicatrizar (corpo, focinho, orelhas, articulações e cauda). A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado e o baço. A doença não tem cura e a vacina não é 100% eficaz.

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