Home»Cidade»Idosa espera 3 horas e ambulância não chega

Idosa espera 3 horas e ambulância não chega

Filha diz ter decidido tornar pública a situação para que outros idosos não passem pelo mesmo problema

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

A família não tem do quê reclamar do atendimento médico prestado à idosa Geralda Franco Choqueta, 84, pelo pronto-socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, na última quarta-feira (15). O problema aconteceu quando a paciente teve alta e a filha Sonia Choqueta solicitou o transporte em ambulância. Foram três horas de espera pelo transporte, das 17h20 às 20h30, e a ambulância não apareceu.

A idosa havia sido levada para atendimento pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência) porque após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ficou com dificuldades de locomoção. Isto porque, se queixava de fortes dores pelo corpo.

Quando constatou que, de fato, a ambulância não viria, Sônia acionou o marido que veio buscá-las. Mas colocar e retirar a idosa de um veículo de passeio se tornaram procedimentos difíceis. “Na ambulância, ela fica deitada depois de ser colocada na maca. É tudo mais tranquilo. Foi um sacrifício para colocar no carro e outro para retirar”, diz sem esconder a indignação. Na avaliação da filha, a mãe não precisaria ter passado por isso, pois quando estavam entrando no carro da família havia três ambulâncias estacionadas no local.

Sonia
Sonia

Em uma das ocasiões em que questionou a demora, Sonia foi informada de que a ambulância viria do PPA (Posto de Pronto Atendimento), no Jardim Novo II. Após mais de uma hora de espera, ela foi informada de que a ambulância só iria ao PS, caso tivesse algum exame de sangue para transportar do PPA para o HM, onde fica o laboratório de análises clínicas.

Mesmo assim, aguardaram. Diante da demora e ao concluir que o transporte estava sendo negado, Sônia acionou o marido para buscá-las.

A família reside no Jardim Ypê I. “Foi tudo bem com o atendimento, mas aconteceu isso. Não me conformo com o que aconteceu”, disse. Durante as três horas de espera, a paciente ficou em cadeira de rodas. Sônia diz ter optado por tornar a situação pública para evitar que outros idosos passem pela mesma situação, pois acredita que as autoridades precisam tomar alguma providência.

OUTRO LADO

Em nota, direção do HM afirma que ambulância foi oferecida

De acordo com o informado pela assessoria de imprensa da Prefeitura, a paciente deu entrada no pronto-socorro às 13h55 de quarta-feira (15), apresentando escoriações em razão de uma queda da própria altura e sequelas de um AVC.

A paciente passou por exame médico e radiografia da bacia, além de medicação por uma hora, procedimentos estes que demandaram certo tempo de atendimento, como o mencionado pela filha da idosa. 

A solicitação de ambulância do PPA/UPA aconteceu por volta das 18 horas. A opção pela unidade do Jardim Novo II se deu porque a paciente reside no Jardim Ypê I. “Neste horário, havia uma ambulância do PPA no PS, mas somente com o motorista de serviço”, traz a nota enviada à Gazeta.

A explicação é de que, em razão do quadro clínico da paciente, esse tipo de transporte tem de ser realizado com técnica de enfermagem acompanhando, motivo pelo qual o motorista foi ao PPA buscar uma técnica de enfermagem, onde a ambulância chegou por volta das 18h20. Nesse ínterim, ocorreu a troca de turno e outro motorista assumiu.

“A única discrepância neste caso é em relação aos horários. A direção do HM foi informada que a ambulância chegou ao pronto-socorro para buscar a paciente entre 19h30 e 19h40, antes, portanto, das 20h30”, informa a nota referindo-se ao horário que o carro da família buscou a paciente.

Post anterior

Vereadores checam denúncia sobre casas vazias

Próximo post

IP procura proprietários de terras agrícolas para Parceria Florestal