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Homicídios: delegado contesta dados do Ipea

José Antônio diz que trabalho de esclarecimentos dos casos é importante

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No início deste mês, o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) divulgou o “Altas da Violência 2019”, onde 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2017 foram analisados com o objetivo de se traçar o perfil da violência no Brasil levando em consideração o crime de homicídio. Em todo o país, o estudo mostra que o ano de 2017 registrou 65.602 homicídios, o que equivale a uma taxa de 31,6 mortes para cada cem mil habitantes; trata-se do maior nível histórico de letalidade violenta intencional já registrado.

Os jovens são as principais vítimas de morte violenta. Para se ter uma ideia, 35.783 mil jovens foram assassinados em 2017, uma taxa de 69,9 por 100 mil jovens. O Atlas da Violência ainda aponta que 75,5% das vítimas de homicídio no Brasil em 2017 eram negras. Com relação aos municípios, o estudo aponta que na nossa região Mogi Guaçu e Campinas são as cidades que mais registraram alta nos índices de homicídios.

Em Campinas, a taxa subiu de 16,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2018, que faz referência a 2016 para 18 em 2019, referente a 2017. Já em Mogi Guaçu, a alta foi de 8,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2018, para 11,2 neste ano com referência a 2017 que teve 11 casos, sendo que no ano anterior 2016 foram seis.

Sumaré é a cidade mais violenta da região. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes subiu de 20 para 20,2 em 2019. Na contramão, os dados mostram que Indaiatuba e Valinhos estão entre as cidades menos violentas do país.

ESTÁVEL

Delegado diz que números diminuíram ao longo dos anos

Para o delegado seccional da Polícia Civil, José Antônio Carlos de Souza, quando se fala em segurança e violência é preciso ver o macro e não o micro. Além de Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Mogi Mirim, Itapira, Holambra, Santo Antônio de Posse, Jaguariúna e Pedreira também fazem parte da área da Seccional. Com isso, ele lembra que as taxas de homicídio na cidade e sub-região já chegaram a ser altíssimas entre os anos de 2008 e 2009. Período em que apenas Mogi Guaçu chegou a ter 26 assassinatos. “Teve uma festa de Carnaval aqui na cidade que registrou seis homicídios”, lembrou.

jose antonio delegado seccionalSegundo ele, as atuais taxas de mortes violentas nas oito cidades têm um percentual abaixo de 10, resultado que é equivalente ao de países de primeiro mundo e que mostram uma estabilidade. Ele ainda explica que para descobrir o cálculo deste percentual de morte violenta, que é o caso de homicídio, é necessário fazer o total de assassinatos ocorridos em um ano dividido pelo número de habitantes multiplicado por 100 mil. Levando em consideração que o último censo do IBGE aponta que Mogi Guaçu tem 150.713 mil habitantes, a real taxa do município para os casos de homicídio em 2017 é de 7,30 com 11 homicídios registrados. No mesmo ano, as oito cidades da Seccional tiveram 23 homicídios com uma taxa de 4,90 para a sub-região. “Os números de hoje são melhores do que os de 15 anos atrás. É claro que o ideal seria zero, mas seguimos trabalhando para isso”, enfatizou José Antônio.

Para ele, as estatísticas são boas para detectar e trabalhar uma situação e não para causar pânico e insegurança na população. “O cálculo do Ipea fala de percentual, mostra um aumento no percentual de homicídio, não retratando a realidade”. Como exemplo, o seccional citou o município de Estiva Gerbi. “A cidade tem zero homicídio, se amanhã acontecer um crime, é claro que a taxa vai subir”, completou.

José Antônio afirma que é necessário cada vez mais atuar em cima do esclarecimento dos casos. “Nosso número de esclarecimento é de 80%, ou seja, a maioria dos autores dos assassinatos é identificada e presa pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), não há impunidade”.

 

Monitoramento

O delegado aponta a instalação de câmeras de vigilância nas ruas e entradas das cidades como sendo uma solução para a criminalidade. “Nas cidades em que o monitoramento foi implantado, os índices criminais despencaram”. Vale lembrar que Mogi Guaçu desenvolveu um projeto de monitoramento que já foi entregue ao deputado federal Capitão Augusto (PR), que se comprometeu em enviar à cidade uma verba de R$ 300 mil para ajudar na implantação do sistema de segurança. “Agora, nós estamos aguardando essa verba para iniciar a implantação pelo menos nas entradas principais do município”.

Em 2019 Mogi Guaçu registra seis homicídios, sendo um dele culposo, ou seja, sem a intenção de matar e um ocorrido por intervenção policial. 

 

 

 

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