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Homem demora a receber soro contra veneno

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O ajudante geral Geová José Justino, 44, foi picado por uma cobra coral na última segunda-feira (24). Desde então ele está internado no Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, para onde foi socorrido por sua família e chegou a ficar em estado grave. O acidente com o animal peçonhento aconteceu no Restaurante Quatro Coqueiro, o antigo Ilha Clube, que fica localizado na Rua Francisco Franco de Godoy Bueno, na Vila Champion.

De acordo com a irmã do ajudante geral, Leoneide José Justino, o irmão trabalha no clube há cerca de quatro meses e foi picado na mão esquerda pela cobra no momento em que pegava folhas que havia rastelado. O acidente tornou-se um motivo de indignação para a família de Justino. Isso porque, ele não foi socorrido após a picada. “Os patrões dele falaram que aquilo não era nada demais, que era para ele voltar a trabalhar”. Com isso, Justino foi até a casa de outro irmão, que reside no clube, e em seguida foi socorrido pela irmã que foi avisada do ocorrido e se deslocou até o local para levá-lo ao hospital. “Ele foi picado as 15h50, eu tive que sair da minha casa, sendo que eu moro a 12 km, para salvar meu irmão”. Além da omissão de socorro, Leoneide ainda ressalta que o irmão não dispunha de EPI (Equipamentos de Proteção Individual). “Ele trabalhava sem proteção e ele já tinha pedido os equipamentos para o patrão”.

Por volta das 16h10, o ajudante geral recebeu todo o socorro necessário pela equipe do HM. No entanto, o hospital não tinha o soro antiofídico, que é o medicamento que trata de picadas de cobras venenosas. Por essa razão, o paciente esperou cerca de quatro horas pelo soro que teve que ser buscado em outra cidade. De acordo com Leoneide o antídoto foi buscado em São João da Boa Vista, cidade que também estava com a falta do medicamento que por fim veio de Espírito Santo do Pinhal. “Ele foi atendido rapidamente, os médicos foram atenciosos, mas nós ficamos indignados da cidade não ter esse soro, e se uma criança é picada, como que fica?”, indagou. Agora, Leoneide disse que o irmão está apresentando problemas nos rins e continuará hospitalizado, sendo que os médicos apresentam preocupação com o caso dele. “Ele está estável, mas ainda requer muita atenção, tanto que ele deve receber alta somente após 21 dias”.

EM TODO O PAÍS

Secretária de saúde alega falta de soro e vacinas em escala nacional

A Secretária de Saúde confirmou por meio da Assessoria de Imprensa da Prefeitura que não havia soro antiofídico no momento em que o paciente Geová José Justino foi socorrido e que ele demorou a receber o medicamento porque o mesmo foi buscado em São João da Boa Vista, o que demandou o tempo de ida e volta, além da retirada. A secretária ressaltou que o hospital-referência para esse tipo de acidente é a Santa Casa. No entanto, segundo a irmã do ajudante geral, o soro antiofídico também estava em falta no hospital. Ainda de acordo com a secretária, o fornecimento-estoque em média para cada hospital-referência é de 10 frascos fornecidos pela DRS (Diretoria Regional de Saúde) de São João da Boa Vista. Porém, pode ocorrer que a depender das demandas, o medicamento venha a faltar num determinado momento. A Secretaria de Saúde finalizou dizendo que, por outro lado, está havendo falta de soro e vacinas em escala nacional, os quais são fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Dono de clube nega vínculo trabalhista com vítima

O proprietário do antigo Ilha Clube, que quis se identificar apenas como Osvaldo, afirmou que o ajudante geral Geová José Justino não é seu funcionário. “Ele é uma pessoa que eu acolhi cedendo uma casa para ele morar no clube”. Questionado por qual motivo teria ajudado a vítima da picada de cobra, o empresário explicou que tudo aconteceu por intermédio de um irmão de Geová que presta serviços para ele. “Ele estava limpando o local porque é onde ele mora, eu desconheço essa história de EPIs porque ele não é meu funcionário”, ressaltou o homem que ainda pontuou que o que aconteceu foi uma fatalidade.

Quanto à omissão de socorro, Osvaldo negou a versão contada pela vítima e sua família. “Ele (Geová) mesmo ficou brincando com a cobra e falou que não era nada demais, eu falei que era para ele tomar cuidado com aquela picada”. Diante do caso, a família de Geová registrou um Boletim de Ocorrência onde consta o acidente com o animal peçonhento e a omissão de socorro por parte de seu patrão.

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