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Greve dos Correios não atinge atendimento ou distribuição local

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A greve nacional dos Correios, deflagrada domingo (11) por tempo indeterminado, ainda não tem reflexos no atendimento ou na distribuição local. Ambos funcionavam normalmente na manhã desta segunda-feira (12).

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De acordo com informação obtida junto ao Sintectcas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região) é de que os sindicalistas estão atuando junto às agências de Campinas e, aos poucos, percorrerão os demais municípios. A estimativa é de que, a partir do meio-dia, haja novidades sobre adesões.

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Desta vez, a paralisação dos funcionários dos Correios ocorre por conta da cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde, suspensão de férias a partir de abril, redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa e a extinção do cargo de operador de triagem e transbordo.

De acordo com a Ascom (Assessoria de Comunicação dos Correios), até às 17h30 todas as agências no interior do Estado de São Paulo, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis.

Levantamento parcial realizado na manhã desta segunda-feira (12) mostra que 87,15% do efetivo total dos Correios está presente e trabalhando, o que corresponde a cerca de 92 mil empregados. No interior do Estado de São Paulo, 92,39% do efetivo está trabalhando – o que equivale a 10.090 empregados.

Em nota, os Correios manifestam que “reconhecem o direito de greve do trabalhador, mas entendem que o movimento atual é injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento do acordo coletivo de trabalho da categoria”.

A justificativa é de que, as representações dos trabalhadores divulgaram uma extensa pauta de reivindicações, porém o verdadeiro motivo da paralisação é a mudança na forma de custeio do plano de saúde da categoria. Hoje os custos com o plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos correios, ou um bilhão e oitocentos mil reais por ano. Atualmente, além dos empregados, dependentes e cônjuges, o plano de saúde contempla também pais e mães dos titulares.

“O assunto foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, inclusive com mediação do tribunal superior do trabalho. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST. A audiência está acontecendo na tarde desta segunda-feira”, traz a nota.

 

 

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