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Ginástica Rítmica: sem patrocínio, projeto pode acabar

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Movimentos sincronizados, sutileza, charme, graciosidade e a busca da perfeição. Estes são apenas alguns atributos, entre tantos outros, dos 60 alunos do projeto de Ginástica Rítmica de Mogi Guaçu.

No último sábado (2), eles participaram de um festival no ginásio de esporte “Alexandre Augusto Camacho”, o Camachão, no fechamento da temporada da modalidade esportiva.

Agora, o que não se sabe é se o projeto terá continuidade em 2018. A indefinição esbarra na falta de recurso financeiro para manter os profissionais e as despesas do projeto.

O início de tudo ocorreu em outubro de 2016 no Centro Esportivo “Juscelino Kubitscheck de Oliveira”, o Ceresc, na Vila São Carlos, com aporte da empresa Mahle.

Bianca
Bianca

Em janeiro de 2017, o projeto de Ginástica Rítmica mudou de casa, sendo, agora, abrigado no ginásio de esportes do Camacho. Seis meses depois, em junho, a Mahle anunciou que não poderia mais fornecer ajuda financeira para o projeto.

A partir daí, o projeto começou a correr risco de ter suas atividades encerradas. Sensibilizados com os alunos e professores, os pais se uniram com o objetivo de custear pelo menos as despesas de salários dos profissionais.

Em comum acordo e, em prol do projeto, cada pai se comprometeu em colaborar com R$ 38 mensais para custear os salários das professoras e alguma outra despesa necessária. Mas, mesmo assim, várias crianças tiveram que deixar o projeto por falta de recurso financeiro de sua família. Sendo assim, para não comprometer ainda mais o projeto, alguns pais, com condições financeiras, começaram a bancar mais crianças.

“É um projeto que está crescendo e melhorando a cada dia. É um pena termos perdido o patrocínio. Muitas crianças pararam de frequentar porque os pais não tinham condições de doar o valor”, comenta a professora Bianca Sanches Carnelossi, 28.

ESFORÇO

Pais tentam manter os filhos nas aulas

Reginaldo Toledo, 42, pai da pequena Gabriela Toledo, 7, não mede esforços para que o projeto tenha continuidade. “A alegria das crianças nas aulas me sensibiliza. A evolução delas é notória a cada dia. As professoras são dedicadas e atenciosas. Este projeto não pode morrer”, enfatiza Toledo.

ginastica ritmicaA evolução das crianças não é sentida apenas nos olhares de professoras e pais. No último mês de agosto, em torneio disputado na cidade de Limeira, o projeto de Ginástica Rítmica de Mogi Guaçu ficou com o segundo lugar na classificação geral por equipe.

“Eu me realizo em participar do projeto. É muito gratificante ver o desempenho e evolução dos alunos. Fico nervosa nas apresentações e quero ajudar em tudo”, comenta Camila Magalhâes, 21, estagiária do projeto.

Para a realização do Festival de encerramento das atividades de 2017, o projeto de Ginástica Rítmica contou com participação da SET (Secretaria de Esporte e Turismo), que forneceu toda a infraestrutura do evento.

“Não podemos adotar o projeto neste momento. Ajudamos em tudo o que podemos. Mas para custear as despesas e os profissionais precisamos fazer licitações e concurso público. No momento, a Secretaria não dispõe destes recursos”, pontua a secretária de esportes, Patrícia Guidini.

ginastica ritmica

Mesmo com o futuro indefinido para 2018, a Liga Desportiva e a Associação de Pais irão se mobilizar para que o projeto não acabe. O custo mensal para bancar o projeto – lanches, uniformes e profissionais – gira em torno de R$ 5 mil e os envolvidos no projeto de Ginástica Rítmica acreditam que ele não morrerá.

“Não podemos deixar o projeto acabar. São 60 crianças envolvidas numa pratica esportiva maravilhosa. Se depender dos pais e da Liga Desportiva o projeto vai perdurar por muitos anos”, finaliza Reginaldo Toledo.

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MAHLE

A reportagem da Gazeta entrou em contato com a empresa Mahle para saber sobre os motivos do encerramento do patrocínio do projeto de Ginástica Rítmica. Mas, até o fechamento desta edição, a empresa não havia se pronunciado sobre o caso.

 

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