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Funcionários da Lanzi aguardam posição de empresa

A situação da empresa se agravou na última semana, quando a produção foi paralisada; Sindicato acompanha caso

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Mais um capítulo dos problemas enfrentados pelos funcionários da Cerâmica Lanzi aconteceu esta semana, especificamente na tarde de terça-feira (3), quando houve protesto em frente à empresa. Com apoio do diretor do Sindicato da Construção, Mobiliário e Cerâmica, Jair Silvestre, eles foram recebidos pelo diretor da empresa Luiz Antônio Lanzi. O empresário relatou aos profissionais as dificuldades econômicas enfrentadas e não fez qualquer promessa de pagamento.

A situação da empresa se agravou na última semana quando a produção foi paralisada em decorrência da interrupção no fornecimento de gás. As possibilidades de fazer caixa estão depositadas no aguardo do recebimento pelo pagamento de vendas realizadas e ainda não quitadas ou na tentativa de um empréstimo pessoal. Por isso, o empresário não teria feito qualquer promessa aos funcionários.

Segundo Jair, o encontro teve a participação de 85% dos funcionários e a maioria manifestou o interesse de não retornar ao trabalho caso a empresa não pague os salários. “A opção que tem é de esperar ou entrar com a rescisão indireta, o que os deixa livres para procurar outro emprego, mas não implica na garantia do pagamento das verbas rescisórias. Daí segue para a Justiça”, detalha, colocando o sindicato à disposição dos funcionários.

Além do atraso nos salários, os funcionários não recebem férias, 13º salário e nem têm o recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e já perderam o plano de saúde. O sindicalista comenta que tem funcionário que já recebeu ordem de despejo porque há meses não paga o aluguel. Muitos estão sobrevivendo a ajuda de amigos e parentes que têm bancado as despesas essenciais das famílias: alimentação, água e energia elétrica.

 

APOIO

Jair explica que o sindicato não tem autonomia para executar, mas cumpre o papel de ouvir os trabalhadores, intermediar e fiscalizar. “E fazemos isso para os funcionários mesmo sem estarmos recebendo a contribuição sindical porque até mesmo isto é descontado do trabalhador e não repassado para o sindicato”, diz, rebatendo críticas feitas ao sindicato pela própria categoria.

 

OUTRO LADO

A Gazeta manteve contato com a Cerâmica Lanzi e obteve por e-mail retorno do diretor da empresa, Luiz Antônio Lanzi. Ele pontuou que os salários da área industrial estão atrasados há 10 dias, não dois meses. A explicação é que os salários vêm sendo atrasados por alguns dias, há dois meses.

Foi relatado também que a Lanzi está pagando o gás, que é fornecido pela Comgás, com pré-pagamentos semanais. E que o abastecimento foi interrompido atendendo a um pedido da empresa, porque custaria cerca de 50 mil reais por dia para manter os fornos ligados, mesmo sem produção.

Luiz Antônio esclareceu que a Lanzi tem voltado cerca de 90% da produção em um outsourcing para a Incefra e, neste momento, a Incefra está revendo a programação de produção para o final de ano, o que está demorando um pouco mais do que o esperado. Por isso, a parada na produção.

Quanto ao 13º salário foi informado que será pago parceladamente a partir de janeiro. O diretor frisa ainda que os funcionários não fizeram nenhum protesto e, sim, uma reunião civilizada com a direção da empresa e a participação do sindicato.

 

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