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“Franco Montoro” obtém nota insatisfatória do Inep

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O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou dois dos seus indicadores de qualidade da educação superior 2016, no último dia 24. Sendo eles o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que é o indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação, e o IGC (Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição), indicador de qualidade que avalia as Instituições de Educação Superior. Foram avaliadas 2.132 instituições, sendo 307 consideradas insatisfatórias. Entre as quais está a Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”, que obteve nota 2 numa escala de 1 a 5. Não é a primeira vez que a instituição obtém nota insatisfatória.

As instituições com notas 1 e 2 podem ser impedidas de se expandir com novos campi, ou de abrir novos cursos ou ainda aumentar as vagas. Cursos autorizados podem sofrer redução de vagas ou ter processos seletivos suspensos, após vistoria de especialistas. A nota é dada por uma média ponderada das notas de cursos superiores de graduação e de mestrado e doutorado. Para entrar no cálculo, a instituição precisa ter pelo menos um curso com estudantes concluintes inscritos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) no triênio de referência.

faculdade municipal franco montoro

Também é necessário que tenha sido possível calcular o CPC (Conceito Preliminar de Curso) do curso. O cálculo do CPC tem por base a avaliação de desempenho de estudantes, por meio do Enade; o valor agregado pelo processo formativo, a partir do IDD (Indicador de Diferença entre Desempenhos Esperado e Observado). Leva-se em conta ainda as características do corpo docente, por meio do Censo da Educação Superior; e as condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo (infraestrutura e instalações físicas, organização didático-pedagógica e oportunidades de ampliação da formação acadêmica e profissional), a partir do Questionário do Estudante.

 

INDICADORES

De acordo com dados do Inep, o indicador é calculado somente para cursos com, no mínimo, dois concluintes participantes no Enade. Em 2016; 0,4% dos cursos obtiveram conceito 1; 7% conceito 2; 50,5% conceito 3; 40,3% conceito 4 e 1,9% conceito 5.

O cálculo do IGC é realizado anualmente e considera a média dos CPC do último triênio; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, a partir de dados da Capes; e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

Esse último critério se baseia em dados do Censo da Educação Superior e da Capes. Em 2016, 0,4% das IES obtiveram conceito 1; 14% conceito 2; 66,7% conceito 3; 17,4%, conceito 4 e 1,5% conceito 5.

Em resumo, são indicadores da qualidade da educação superior: conceito Enade, IDD, CPC e IGC. Ainda, segundo informações que constam do site do Inep, antes do cálculo final, todas as instituições de ensino superior têm acesso aos insumos de cálculo e podem se manifestar no Sistema e-MEC. (Com informações do site do Inep).

FRANCO MONTORO

Diretor diz que MEC nunca visitou instituição

Márcio
Márcio

Diante da avaliação da Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”  ter sido considerada insatisfatória, o diretor da instituição Márcio Antonio Ferreira elencou uma série de justificativas. O material com os esclarecimentos foi enviado à Gazeta pela assessoria de imprensa da Prefeitura, através da Secretaria de Comunicação.

Segundo o diretor, a avaliação do Inep para compor o IGC (Índice Geral de Cursos) consiste numa média de itens, sendo um deles, o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que corresponde à somatória de quatro indicadores são eles: Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos. “Apenas o Enade é oficialmente avaliado pelo Ministério da Educação através do Inep. Os demais são por visitação “in loco” que o Ministério nunca faz devido à “Franco Montoro” ser credenciada pelo Conselho Estadual de Educação, cabendo a esse Conselho a avaliação desses itens para credenciamento de seus cursos”, relata Márcio no esclarecimento enviado à Gazeta.

O diretor diz que faz o Enade porque a participação nesta avaliação garante a possibilidade de a “Franco Montoro” participar dos programas do Ministério da Educação, entre os quais, o FIES e o Ciência sem Fronteiras, cuja demanda é buscada junto ao Governo Federal. Com isto, Márcio frisa que a nota do IGC não corresponde à avaliação transparente e efetiva da “Franco Montoro”, porque a média de cálculo é feita sob os indicadores já apontados, que levam em conta ainda a distribuição de estudantes nos cursos de graduação e pós-graduação através do Censo Estudantil realizado pelo INEP, ao qual também respondemos.

Em vista desta situação, a “Franco Montoro” e as outras Instituições Municipais do Estado de São Paulo, segundo o diretor, protocolaram recurso no início do ano junto ao Conselho Estadual de Educação. O objetivo é de que o professor Francisco Carbonari as represente no Ministério da Educação (Inep) para que sejam consideradas as avaliações realizadas “in loco” pelos especialistas indicados pelo Conselho Estadual. O órgão, por sua vez, disponibilizou uma plataforma de indicadores para as instituições fomentarem seus perfis a partir de 2018, tornando pública suas avaliações, hoje realizadas por meio de Pareceres e Portarias.

O diretor atentou que a “Franco Montoro”, participa desde 2015 da Aimes (Associação das Instituições Municipais de Ensino Superior), que a representa junto ao Conselho Estadual  e vem alcançando grandes conquistas em nível estadual e federal, entre elas a participação no Programa Escola da Família (Governo Estadual) e no Programa FIES.

 

 

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