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Fogo consumiu 1,5 mil hectares da Campininha

O fogo chegou à Estação Ecológica queimando quase 70% de área de preservação

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Foram 1,5 mil hectares queimados da área total de 4,5 mil/hectares da Fazenda Campininha em três dias de incêndio – de terça (12) a quinta-feira (14). Ainda na quinta, o helicóptero Águia da Polícia Militar sobrevoou a área ajudando no combate ao incêndio. À tarde, bombeiros, brigadistas e membros da Defesa Civil combateram pequenos focos. Os funcionários só conseguiram respirar aliviados na manhã de ontem (15). Foi dia de manutenção das redes de energia com substituição de postes e corte de árvores que ameaçavam cair.

A quantidade de área atingida se compara ao último grande incêndio, há cerca de sete anos. O fogo que começou às margens de uma rodovia atingiu primeiro a Estação Experimental. Atingiu a área de reflorestamento de pinus, que é inflamável por causa da resina que fica exposta para coleta. Com o vento, as fagulhas se espalharam e, dessa vez, o fogo chegou na Estação Ecológica queimando quase 70% de área de preservação, informou a pesquisadora científica do Instituto Florestal e chefe de seção de Mogi Guaçu, Helena Dutra Lutgens.

incendio fazenda campininhaOs pinus e eucaliptos estavam sendo cultivados em uma faixa que separava a Estação Ecológica com a área do Instituto de Botânica. As árvores seriam inventariadas nos próximos meses para que a Campininha pudesse participar de um leilão de venda. A intenção, após essa venda, era retirar as árvores e reflorestar com mata de cerrado, unindo assim a Estação Ecológica com a área do Instituto de Botânica. Agora, os pesquisadores irão estudar como o cerrado poderá rebrotar ali. O cerrado tem uma resistência ao fogo e pode rebrotar em condições normais. “Vamos fazer um monitoramento para ver como a vegetação vai se comportar. As árvores que ficaram vamos analisar se vão sombrear as plantas que surgirem, ou se vamos tirar. Porque o nosso papel continua sendo o de pesquisar”.

Helena disse que um levantamento detalhado será feito nos próximos dias. Será preciso acionar também pesquisadores externos, de universidades, que possuem estudos no local para que avaliem o que foi perdido. Uma área de árvores exóticas chamada ‘Arboreto’ foi praticamente toda queimada. “Tem um valor de pesquisa e histórico muito grande, é lamentável. Foi uma idealização do professor Hermógenes de Freitas Leitão, já falecido”, conta Helena. Será feito um estudo do que se perdeu, o que será feito com as espécies queimadas e o que será replantado no local.

As pesquisas continuam, mas agora com o enfoque também de recuperação.

 

Animais

Helena
Helena

Ainda não é possível contabilizar quantos animais morreram. Durante o incêndio, Helena observou a fuga de muitas aves. “Estamos em uma época de nidificação de aves. Quando elas constroem seus ninhos, sempre no início da primavera. E tivemos muitas perdas, principalmente porque há aves que fazem seus ninhos no solo. Colegas no campo relataram a morte de tatu e viram muitas carcaças que não era possível saber naquela hora de qual animal, pois estavam bem carbonizadas”, lamenta a pesquisadora.

“Agora vamos sentar e ver o que será feito daqui pra frente e aproveitar de forma positiva. Percebi uma ação humana que causou estrago, mas vi o empenho e a mobilização de pessoas que traziam drones para ajudar as equipes a encontrar focos de incêndio. Os funcionários da Secretaria de Meio Ambiente, os pesquisadores, as equipes de campo, unidas com os bombeiros, Defesa Civil, o helicóptero Águia que ficou aqui por dois dias, as empresas que enviaram maquinários, a administração Regional da Prefeitura e a Prefeitura de Conchal, foram fundamentais”.

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Fotos: Drone MOgi Guaçu

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