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Feg a tradição da escola que marcou gerações

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“A Feg nasceu do sonho de um homem semianalfabeto que tinha um desejo enorme de oferecer Educação de qualidade para Mogi Guaçu. Um homem simples que se tornou prefeito, e conseguiu realizar seu sonho: Nico Lanzi. Há 50 anos, ele já sonhava e se importava muito com a educação na cidade. Quis dar esse benefício para Mogi Guaçu e conseguiu. Hoje, a grandeza da Feg é orgulho para todos nós. Nico Lanzi sonhou, realizou e devemos essa conquista à memória dele”.

Essas palavras foram ditas pela professora de História, Ângela Camargo, ex-docente da Feg, onde lecionou por 25 anos. “Foi e sempre será um grande orgulho ter feito parte da história da Feg e ter tido ela como parte da minha vida. Poder ver de perto todas as transformações pelas quais ela passou é algo que me dá muito prazer e ajudar no resgate da história da Feg para esta comemoração me emocionou demais e aumentou ainda mais o orgulho que sinto por esta escola”.

Ângela ajudou a reunir informações sobre a história da escola
Ângela ajudou a reunir informações sobre a história da escola

Como historiadora, Ângela ajudou – e muito! – os alunos da Fundação Educacional Guaçuana a organizar todas as informações, dados e documentos que tratam da história da instituição que comemora 50 anos. A Feg foi criada em 1967 e teve sua aula inaugural em 1968 com 16 alunos cursando o ‘ginasial’.

À época, chamava-se Escola Técnica de Comércio da Feg, porque já oferecia o curso técnico de Contabilidade. “Os 50 anos da Feg marcam a trajetória de muito trabalho, dedicação e amor pela profissão dos professores, funcionários e alunos que estão lá e que passaram por ela. A importância da Feg para Mogi Guaçu comprova que Nico Lanzi estava certo: a cidade merece investimentos na educação”, diz Ângela.

 

CARINHO E RIGIDEZ

A responsabilidade de comandar a Fundação Educacional Guaçuana

Ao longo destes 50 anos, a Feg recebeu vários nomes, desde Escola Técnica de Comércio da Feg, passando por Ginásio Comercial Guaçuano, Colégio e Escola Normal da Feg até chegar ao nome atual “Escola Professor Cid Chiarelli da Feg (Fundação Educacional Guaçuana)”. Aliás, a instituição é o único órgão público de Mogi Guaçu que carrega orgulhosamente o nome do educador Cid Chiarelli, patrono da escola. Atualmente, ela tem 1.750 alunos e a concorrência para conseguir uma vaga é acirradíssima. “Hoje, nós temos uma média de 1.680 inscrições de estudantes buscando vagas aqui, na Feg. É praticamente mais uma escola, porque temos 1.750 alunos. A qualidade do nosso ensino é o responsável por isso. Praticamente todo mundo quer estudar na Feg porque sabe a grandeza dessa escola. Temos ex-alunos que lecionam aqui e muitos outros que se tornaram excelentes profissionais em outras áreas e isso nos dá tanta alegria e orgulho”, diz a diretora da Feg, Bernadete Dalera.

Bernadete é a atual diretora
Bernadete é a atual diretora

Aliás, Bernadete pontua que é impossível falar sobre os 50 anos da Feg sem mencionar o ex-diretor da instituição, José Inocêncio Monzoli, o senhor Zinho Monzoli. “Ele foi de extrema importância para a Feg. Ele foi diretor nesta escola por quatro vezes, ou seja, foram 16 anos dirigindo essa escola e foi ele quem implantou a educação infantil (pré-escola) e estendeu o ensino até o ensino médio (2º grau)”.

Reconhecido pela severidade com que dirigiu a Feg ao longo de tantos anos, Zinho Monzoli tem o respeito e admiração de ex-alunos e professores que recordam com carinho da maneira como ele comandava desde o comportamento dos alunos até a administração da instituição. Hoje, ele está com quase 80 anos e conversou com a Gazeta. “Eu fui severo, sim. Mas é porque sempre levei muito a sério minha função de diretor. Tive pulso firme porque o aluno tem de respeitar o professor e o funcionário e tem de ir à escola para estudar. E sempre deu certo. Não tive muitos problemas quando fui diretor”, observou Monzoli.

No aniversário de 50 anos da Feg, o ex-diretor não economiza elogios a atual direção da escola e aos alunos que ajudam a levar o nome da Fundação para toda a região. “Desejo que a Feg continue trilhando esse caminho de respeito e profissionalismo. Tenho muito carinho por todos e um orgulho enorme por ter feito parte dessa história. As crianças da cidade merecem um ensino que não é pago e que tem muita qualidade”, frisou Monzoli.

Zinho Monzoli
Zinho Monzoli

Além dele e de Bernadete, também foram diretores da Feg: Sidney Garcia, Ubirajara Ramos, Wanderley José Dias, Paulo da Fonseca, Maria Ângela Vedovello e Márcia Urbini Brandão.

MEMÓRIA

Ex-aluno e funcionários têm recordações especiais da escola

A Feg marcou a vida de várias gerações. Milhares de estudantes de Mogi Guaçu e região passaram pela Fundação Educacional Guaçuana e guardam muitas histórias para contar. Um deles é José Carlos Casagrande, o Zé Muié, que fez parte da 1ª turma do curso técnico de Contabilidade. “Nunca exerci a profissão, mas o aprendizado que tive lá me ajudou muito quando cursei a faculdade de Administração de Empresas. Recordo da rivalidade que tinha entre os alunos da Feg e da escola Luiz Martini”.   

Zé Muié
Zé Muié

Zé Muié também participou da fanfarra da Feg que continua ativa até hoje, e ainda ajudava na confecção do informativo interno da escola “O Gênio”. “Era muito bom. Foi uma época de muito aprendizado e amizades. O nome que a Feg conquistou e a qualidade de ensino que oferece são os diferenciais da escola. Meus filhos, Priscila e Diego, também estudaram lá. Minha esposa também estudou na Feg e, atualmente, meu neto faz o ensino infantil na Feg. É a escola da nossa família. Vem marcando de geração em geração”, contou.

E o que dizer dos funcionários da Fundação Educacional Guaçuana? Queridos entre os alunos, eles se misturam à história da instituição. O porteiro Iraildo Bispo da Silva é praticamente o símbolo da Feg. Olhar para ele é lembrar-se da escola. Afinal, todos os alunos passam por Iraildo ao entrar e ao deixar as dependências da Feg. “São muitas as amizades feitas aqui, nesse portão. Até com os pais, que confiam em mim e contam suas histórias, deixam seus filhos sob nossos cuidados esperando aqui, no portão, até eles chegarem para buscar. Muitos alunos que hoje são adultos, eu conheci desde pequenininhos”, comentou o porteiro.

Casado, pai de um filho, Iraildo já é avô e trabalha na Feg há 23 anos, sempre na portaria da escola. “Eu faço parte da metade da história dessa escola. Vi a Feg passa por várias mudanças e sempre para melhor. Gosto demais do que faço aqui e tenho o respeito de todos: alunos, pais, funcionários, professores e direção. Claro, que, às vezes, tem um ou outro que é mal educado, mas eu tenho jogo de cintura para lidar com isso”, brincou Iraildo.

O envolvimento com a Feg é tanto que ele, além de porteiro, também é instrutor oficial da fanfarra da escola. Com 120 instrumentos, ele comanda a turma que literalmente sabe fazer barulho. “Participar destes 50 anos da Feg é um privilégio. Estou muito feliz e satisfeito pelo avanço da escola com tanta qualidade de ensino”, finalizou.

O porteiro Iraildo trabalha na escola há 23 anos
O porteiro Iraildo trabalha na escola há 23 anos
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