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Família de metalúrgico espera por prisão de autor do crime

Homem apontado como sendo o autor do crime, que teria fundo passional, segue foragido; é o nono homicídio do ano

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Carlos Roberto Sabino, 53, irmão do metalúrgico assassinado falou à Gazeta na última quarta-feira (4), durante o velório da vítima. No local, todos os familiares e amigos presentes se mostraram revoltados com o crime. Carlos Roberto relatou que não tinha muito contato com a namorada do irmão mais novo, porém ele disse que se lembra muito bem do dia em que ela foi apresentada a toda família. No entanto, desde então, o ex-namorado da mulher, apontado por eles como sendo Moacir Aparecido Mendonça, passou a criar problemas com a relação dos dois.

Segundo Carlos Roberto, o autor do crime chegou a enviar uma mensagem a outro irmão dele dizendo que era para Sabino parar de sair com ela, senão ele iria morrer. “Infelizmente, ele cumpriu com a promessa dele, né?”, lamentou. O irmão da vítima disse que a família pediu para Sabino tomar cuidado e até mesmo deixar a relação para lá, porém ele não deu importância aos conselhos e seguiu a vida. Há cerca de quatro meses, o relacionamento do casal foi rompido, sendo que dois meses depois eles reataram novamente.

Carlos Roberto

Carlos Roberto descreveu o irmão como sendo uma pessoa tranquila, sem problemas com a Justiça e muito trabalhadora. “Nunca imaginei que isso iria acontecer”, afirmou. Em contrapartida, ele pontuou que o perfil de Moacir sempre foi de um homem agressivo. “Ele era taxado como um cara violento, que andava armado”. Quanto à noite do crime, ele disse que a família ainda não sabe ao certo o que Sabino foi fazer na casa de Moacir. “Ele passou à tarde na casa da minha mãe e depois com amigos, não sei por que ele foi lá”, comentou.

Agora, Carlos Roberto disse que tudo o que a família espera é que o autor do crime seja preso o mais rápido possível. “Que ele pague pelo que fez. É inadmissível alguém tirar a vida de outra pessoa, Deus é quem dá a vida e só ele pode tirar”. O irmão de Sabino ainda disse que acredita que Moacir esteja escondido na cidade, já que por ter problemas de saúde não teria condições de ir muito longe. “Ele tirou o pai de uma criança e meu irmão nunca mais vai voltar, queremos Justiça”.

O crime

Na noite da última terça-feira (3), Mogi Guaçu registrou o nono homicídio do ano com o assassinato do metalúrgico João Batista Sabino, 46, que morreu vítima de um disparo de arma de fogo, na Rua Lisboa, no Jardim Primavera, que fica na região da Capela. Moacir Aparecido Mendonça, 50, é apontado como o autor do homicídio.

Familiares de Sabino contaram à Gazeta que há cerca de dois anos ele estava namorando. A namorada dele tem um ex-namorado, o Moacir, que sempre causou problemas na relação dos dois por conta de ciúmes.

O crime aconteceu por volta das 21h15 em frente à casa do acusado. A namorada de Sabino presenciou o ocorrido. No Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, ela declara que estava na companhia de Moacir na residência dele quando eles ouviram Sabino chamar por ela no portão. Imediatamente Moacir saiu e após uma breve conversa entre os dois, ela conta que ouviu um disparo de arma de fogo. Em seguida, Moacir teria retornado para dentro do imóvel, onde calçou o tênis e saiu em rumo ignorado. Sabino foi alvejado no rosto. Ele foi socorrido por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A arma usada no crime, uma garrucha calibre 38 com uma munição deflagrada, estava dentro da residência e foi apreendida pela Polícia Científica que esteve no local e realizou os trabalhos de perícia. Já o homem apontado como sendo o autor do crime segue foragido. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) pela delegada Raquel Casalli que reafirmou que a motivação do homicídio foi ciúmes. “Isto ficou claro nos depoimentos”.

A delegada ainda explicou que a namorada da vítima relatou que não tinha mais relacionamento com o ex-namorado e que apenas o auxiliava por conta de problemas de saúde dele.  Com autoria conhecida, o crime segue na CPJ. Sabino era morador do Parque dos Eucaliptos e deixou uma filha de nove anos. O sepultamento aconteceu na tarde de quarta-feira (4), no Cemitério da Praça da Bíblia.

A Gazeta apurou que o acusado pretende se entregar à polícia.

 

João Sabino
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