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Falta de docentes deve afetar volta às aulas

Problema atinge quatro cidades abrangidas pela Diretoria de Ensino da Região de Mogi Mirim

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Não é nada animador o diagnóstico do novo governo estadual para a Educação. Isto porque, a falta de professores pode prejudicar a volta às aulas de 60 mil alunos do ensino fundamental (1º ao 5º ano). A Diretoria de Ensino da Região de Mogi Mirim é uma das mais afetadas. Os dados foram apresentados durante a primeira entrevista do governo João Doria (PSDB). O atendimento aos jornalistas se deu após a primeira reunião com o secretariado, realizada na quarta-feira (2).

“Não queremos fazer aqui uma caça às bruxas ou estigmatizar o Governo anterior, mas falar a verdade. Na área da Educação, a situação é muito ruim. Na área de Segurança Pública, a situação é boa e será melhorada”, afirmou o governador João Doria (PSDB). Em seguida, foram apresentados os diagnósticos da situação das áreas de Educação, Segurança Pública e Fazenda, além de medidas administrativas para redução da máquina pública e eficiência da gestão estadual.

O secretário da Educação, Rossieli Soares da Silva, disse que existe a possibilidade de que cerca de que 2,5 milhões estudantes sejam prejudicados por falta de 8,5 mil professores. Essa lacuna seria suprida pela contratação de novos professores temporários, contudo a Justiça estadual proibiu no ano passado esse tipo de contratação. Desse total de estudantes, há a possibilidade de que 60 mil alunos da 1ª a 5ª série não tenham nenhum professor disponível.

rossieli-soares-foto-bruno-santos-folhapressDurante a fala, Rossieli mencionou como exemplo a Diretoria de Ensino da Região de Mogi Mirim, apontada entre as mais prejudicadas com a falta de docentes. “Até 50% dos alunos podem ficar sem aula”, disse. A falta de professores pode prejudicar um total de até 2,5 milhões de alunos da rede pública estadual, sendo 60 mil deles os mais afetados porque podem ficar sem nenhuma aula. “É uma tragédia o que estamos encontrando na Educação”, pontuou o secretário.

A Diretoria de Ensino da Região de Mogi Mirim abrange 13 municípios, sendo que apenas quatro não têm o ensino fundamental I (1º ao 5º anos) municipalizado, são elas: Água de Lindóia, Amparo, Itapira e Serra Negra. Portanto, os problemas gerados pela falta de professores são limitados a estes municípios. Nos demais municípios, o que inclui Mogi Guaçu e Mogi Mirim, os anos iniciais são municipalizados, ou seja, são atendidos pelas redes municipais das respectivas cidades tendo a volta às aulas garantida.   

 

OUTROS

Além da falta de professores, foi constatado que não há contratos para aquisição de material escolar e material de apoio para o início do período escolar. Rossieli anunciou que será retomado imediatamente o diálogo com o Ministério da Educação para participar de programas federais, em especial sobre o ensino médio, para receber recursos que deixaram de ser solicitados.

 

 

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