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Falta de água já faz parte da rotina

Moradoras têm que armazenar água em tambores para garantir lavagem da roupa e limpeza dos quintais

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Quem reside no Jardim Suécia, especificamente no final da rua na parte alta do bairro, convive com a falta de água. O problema já faz parte da rotina. Tanto que os moradores providenciaram tambores para armazenar água para a lavagem de roupas e a limpeza dos quintais. A pouca água que chega às residências é suficiente apenas para o banho e a descarga. Água jorrando ao abrir a torneira é cena rara.

Morando no bairro há quatro meses, a técnica de enfermagem Camila Maicon Alvim da Silva esperava viver um sonho com a compra da casa própria, mas relata estar passando por um pesadelo. “Jamais imaginava que iria me mudar para um bairro que não tem água. E não é uma coisa que aconteça de vez em quando. É todo o dia”, comenta, sem esconder o desapontamento.

Camila
Camila

Camila conta que foi um funcionário do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) que a orientou a adquirir os tambores para armazenar água. Isto porque, quando estava limpando a casa para a mudança, foi que detectou o problema. “Liguei no Samae e até vieram aqui porque eu achei que tinha algum problema com a ligação da minha casa. Mas o próprio funcionário falou do problema do bairro, que a água não chegava até as casas do final da rua”, detalha.

Foi depois disto que Camila comprou o tambor, mas não se conforma com a situação. “Não tem como a gente se acostumar com essa situação. Olha pra você ver, não sai uma gota de água da torneira. Nem máquina de lavar a gente usa porque corre o risco de queimar. A água mal consegue encher a caixa de água”, relata mostrando a torneira do quintal. O tambor que fica ao lado é abastecido depois das 20h30 quando a água começa a aparecer na torneira.

Morando no bairro há mais tempo que Camila, o casal Creuza Alves da Silva e Sebastião da Silva relatam que também estão cansados da falta de água e contam que quem mora de aluguel no bairro não aguenta e muda. “A vida nossa é juntar água em tambor porque o que chega só dá pra fazer comida. Tem dia que falta água até pra descarga”, comenta Creuza relatando que até água do córrego o marido chegou a pegar. O casal relata que soube por moradores mais antigos que o problema acontece há muitos anos. Apesar da falta de água, os moradores relatam que a conta chega mensalmente, indicando o mínimo de consumo.

Creusa e Sebastião
Creusa e Sebastião

SAMAE

Uma nova rede de água deve cortar o bairro Cercadinho, localizado na região do Jardim Fantinato, e levar água ao Jardim Suécia colocando fim ao problema de abastecimento. É o que garante o superintendente do Samae, Elias Fernandes de Carvalho. “Só estamos finalizando alguns detalhes do projeto, mas a obra começa ainda neste ano”, garantiu.

Segundo ele, de fato, o que ocorre no Jardim Suécia é que a água chega às partes baixas do bairro e falta aos demais porque não tem pressão na rede. “Este foi um dos motivos de termos tirado o abastecimento do Pantanal do Zaniboni e jogado para o Ypê VIII”, detalha. Com a nova rede de abastecimento, o Jardim Suécia passará a ser abastecido pelo mesmo reservatório que leva água para a região do Jardim Santa Terezinha.

 

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