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Falta carne e até papel higiênico nas escolas

Nesta semana, a proteína não foi entregue na maioria das escolas e uma compra emergencial foi feita

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A insegurança tomou conta dos responsáveis por servir merenda para os estudantes. Desde o início do ano letivo, no dia 4 de fevereiro, a carne de vaca distribuída não chegou em todas as instituições de ensino, incluindo Emeis (Escolas Municipais de Ensino Infantil), CEIS (Centros de Educação Infantil), antigas creches, e Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental). Mas a situação piorou nesta semana, quando a proteína não foi mais entregue. O jeito foi reforçar o cardápio com frango, peixe, carne de porco e ovo, mas até esses produtos começaram a ficar escassos. As merendeiras precisaram de muita criatividade para deixar a merenda escolar atraente para os estudantes que estão acostumados com um cardápio diversificado.

A Gazeta acompanha o assunto desde o início da semana, quando a falta de carne chegou à Câmara Municipal. Mas denúncias já davam conta do problema desde a semana passada. Nesta semana, o cardápio nas escolas não contou, na maioria dos casos, com nenhuma carne vermelha. Então, o jeito foi servir o que tinha disponível como: arroz e farofa de legumes; arroz, feijão e salada de repolho; arroz e salada de batata; arroz, feijão e virado de abobrinha; arroz, feijão e batata refogada, risoto de legumes; arroz, feijão e batata refogada com cenoura; arroz e pepino ou arroz, ovo e beterraba.

As merendeiras, bastante elogiadas pelos pais dos estudantes, mostraram-se indignadas com a situação. A reportagem falou com as profissionais ao longo da semana, mas elas pediram anonimato com medo de represálias. “Estamos fazendo o que podemos. É muito triste não ter carne, nem achocolatado tinha para dar para as crianças”, comentou uma delas.

 “Na minha escola não tem detergente, o papel higiênico acabou, os legumes chegam pela metade e hoje (quinta-feira) temos só ovo para fazer. Não chegou nada”, ressaltou outra merendeira. As servidoras disseram que a entrega de produtos de limpeza e de higiene não é mais feita como antes.

merenda escolar falta de carne

Mães

Mães da Emei “Mário Vedovello”, no Jardim Zaniboni, foram surpreendias com a falta de manteiga e achocolatado, na manhã de quinta-feira (21), durante o café da manhã das crianças. A manteiga foi comprada por elas, mas a diretora da Emei não aceitou. “Ela disse que não poderia receber a manteiga. As crianças comeram pão puro e uma vitamina que as merendeiras fizeram com banana que ainda tinha na escola. Entrei na cozinha e o freezer estava vazio.”, informou Ednéia Mendonça.

Ednéia e outros dois pais participaram de uma reunião na Secretaria de Educação e ela disse que não concordou com as justificativas da secretária Célia Mamede para a falta dos produtos.  “Ela colocou toda a culpa nas merendeiras que não fizeram os pedidos e também nos fornecedores. Sobre a manteiga disse que estava em falta, mas que ia mandar doce de leite, goiabada e geleia para substituir”.

Silvana Aparecida Camargo disse que espera que a situação seja resolvida logo, pois a merenda da cidade sempre foi de boa qualidade. “Tem criança que come na escola porque não tem nada em casa. Então, o mínimo que se espera é que esse problema seja resolvido”, cobrou.

merenda escolar falta de carne

FALTOU CARNE

Escolas estaduais também são atingidas

A Gazeta ouviu diretoras de escolas estaduais ao longo da semana. O município também é responsável pela merenda escolar dessas instituições. Pelo levantamento feito pela reportagem, algumas escolas ainda contavam com carne de porco até o meio da semana, mas também tiveram que improvisar com o que tinham na dispensa.

Outras tiveram que fazer risoto de legumes e ovo mexido para servir aos estudantes. Outra reclamação de diretoras foi com relação à demora na entrega dos alimentos. De acordo com elas, a quantidade está menor desde o início do ano letivo.

merendaAs diretoras elogiaram o trabalho feito pelas merendeiras e ressaltaram que as profissionais estão fazendo milagres na cozinha. “Essa semana não veio nada de legumes. Ainda tinha carne de porco, mas acaba hoje (21). Os produtos são entregues em cima da hora e as merendeiras têm feito uma comida de qualidade e muito gostosa, apesar de todos esses problemas”, ressaltou uma diretora que pediu para não ser identificada. 

Nesta sexta-feira (22), algumas escolas do Estado tinham recebido peixe.

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