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Fábrica da Proguaçu está desativada há dois meses

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O presidente interino da Proguaçu S/A, Luís Wanderley Brunheroto (PSB), confirmou a esta Gazeta, na tarde desta segunda-feira (5), que a fábrica da autarquia está desativada há dois meses. “Não tinha mais como manter essa fábrica funcionando. Não tinha mais jeito”, lamentou Brunheroto.

Ele alegou dois principais motivos para a decisão de encerrar as atividades da fábrica: equipamentos ultrapassados e o alto prejuízo mensal que acumulava na autarquia. “Os equipamentos precisavam ser modernizados, trocados por outros mais novos e, além disso, mensalmente a fábrica resultava um prejuízo de aproximadamente R$ 35 mil. É muito dinheiro para insistir em mantê-la funcionando. Consideramos, então, por bem desativá-la”, explicou Brunheroto.

fabrica proguacu fechada

Com o fechamento da fábrica, a Proguaçu está, atualmente, com 110 funcionários, já que houve demissões. “Todos os funcionários que foram demitidos receberam seus pagamentos, benefícios e rescisões corretamente. Está tudo certo. A Proguaçu tem uma comissão que nos dá as diretrizes e está tudo sob controle”, pontuou o presidente interino da autarquia.

Brunheroto disse que ainda não sabe o que será feito com este setor da Proguaçu que fabricava os artefatos de cimento. “Ainda não sabemos. Teremos de analisar com calma”, reforçou. Ele enfatizou, no entanto, que livre dos prejuízos que vinham acumulando o financeiro da Proguaçu, a autarquia vai conseguir fôlego para se manter ativa em seus outro departamentos. “A carga tributária é muito alta. Os encargos sociais pagos aos funcionários da Proguaçu são caros. Com a empresa sempre apresentando prejuízos estava difícil equilibrar as contas Agora, a tendência é melhorar e muito”, avaliou.

Atualmente, a Proguaçu S/A presta serviços para a Prefeitura de Mogi Gua/u e mantém contratos com as Secretarias Municipais de Educação e também de Saúde. Com isso, a autarquia faz todos os serviços de manutenção das escolas públicas municipais e creches e ainda nos postos de saúde de Mogi Guaçu.

No início deste ano, a Gazeta já havia recebido informações de que a Proguaçu havia fechado sua fábrica de artefatos de cimento. Mas, na ocasião, a informação não foi confirmada pela direção da autarquia.

fabrica proguacu fechada

Também vale ressaltar que a Proguaçu por diversas vezes foi alvo de reclamações de seus funcionários. Ora por falta de pagamentos dos benefícios. Ora, por omissão aos pedidos feitos pelos funcionários. Ano passado, por exemplo, em fevereiro, um grupo de trabalhadores na autarquia compareceu à Câmara Municipal de Mogi Guaçu para pedir apoio aos vereadores, já que o grupo reivindicava a volta do plano médico para seus dependentes. Isso porque, naquela ocasião, o benefício estava cortado há mais de um ano.

“É justamente para acertar o financeiro da Proguaçu e dar chances de ela sobreviver é que decidimos pelo fechamento da fábrica. Não fazia mais sentido mantê-la em meio a um prejuízo de mais de R$ 30 mil por mês”, concluiu Brunheroto, que está interinamente substituindo a presidente da Proguaçu afastada por motivos de saúde, Irene Delfino da Silva (PSB).

 

 

 

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