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Ex-presidente da Câmara Municipal se prepara para deixar o PTC

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2019 teve início e os políticos atingidos pela cláusula de barreira já analisam qual será o rumo que vão tomar. Essa cláusula é uma medida que prevê restrições para partidos políticos que não tiveram votação mínima nas eleições gerais de 2018 e, por isso, vão ter o fim dos repasses do fundo partidário e do horário eleitoral gratuito em anos eleitorais. 14 dos 35 partidos políticos foram atingidos. Em Mogi Guaçu, além da Rede Sustentabilidade, o PTC (Partido Trabalhista Cristão) também está aguardando para saber como ficará sua situação. Ou o partido será extinto ou fará fusão com outra sigla. De qualquer forma, o presidente do PTC guaçuano, o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia, já decidiu que irá deixar o PTC. “Não tem como continuar. Embora eu ainda não saiba as possibilidades de uma fusão com outro partido, acredito que deixar o PTC será a atitude mais ponderada de minha parte”, afirmou Zanco.

Ele contou que diante dessa situação já foi procurado por algumas lideranças de outros partidos para conversarem sobre sua filiação tão logo deixe o PTC, mas Zanco adiantou que precisa analisar com bastante cautela sua próxima filiação por causa das eleições municipais do ano que vem. “A Justiça Eleitoral já adiantou que não haverá coligação para a disputa proporcional (para vereadores). Com isso, cada partido terá 17 candidatos ao cargo e terá de atingir sozinho o coeficiente eleitoral para conseguir eleger, pelo menos, um vereador. É uma situação bem complexa que vai exigir muita análise na hora de formar um grupo político”, explicou o vereador.

No entanto, Zanco está decidido a deixar mesmo o PTC tão logo a Executiva Estadual da sigla defina a extinção do partido. Até porque, ele vê poucas possibilidades de uma fusão. “Até foi cogitada assim que a cláusula de barreira atingiu o PTC, mas nada mais foi dito e não há nenhuma expectativa por enquanto. Acredito que abertura dessa janela para os filiados ao PTC trocar de partido é o mais previsível. Vamos aguardar”, disse Zanco.

No ano passado, a cláusula de barreira já exigiu que cada partido elegesse nove deputados em nove Estados ou ter – no mínimo – 1,5% dos votos válidos. Os partidos que não alcançaram esses números não terão direito ao Fundo Partidário, que é um valor destinado à manutenção dos partidos políticos. Cada partido recebe uma quantia de dinheiro público conforme sua representatividade na Câmara Federal e também em nível estadual. Portanto, os partidos que ficarem sem dinheiro para se sustentar e sem tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão estarão praticamente ‘mortos’.

Os 14 partidos que estão na corda bamba são a Rede Sustentabilidade, o Patriota, PRP, PMN, PPL, DC (Democracia Cristã), PHS, PTC e PCdoB (da ex-candidata a vice-presidente da República, Manoela D’Ávila). Estas siglas até elegeram deputados ou receberam uma quantidade significativa de votos, mas não atingiram o limite exigido pela cláusula de barreira. Além destes partidos, a situação mais crítica atinge também o PMB, PSTU, PRTB (do vice-presidente eleito General Mourão), PCO e PCB. Isso porque, eles sequer elegeram deputados, além de receberem pouquíssimos votos.

 

 

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