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Estado atrasa repasse e criança fica sem medicamento

O produto é fornecido pelo Governo do Estado através da DRS

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Portador da Síndrome de West, Samuel Fernandes de Freitas, dois anos e oito meses, faz uso diário de medicamento para evitar crises convulsivas. No entanto, há três meses, o remédio (Vigabatrina) não é fornecido pela farmácia de alto custo sob a alegação de que o Governo Estadual está em atraso com os repasses para a aquisição da medicação. Como o medicamento custa R$ 200, aproximadamente, os pais alegam que não têm condições de comprar e temem pela saúde do filho.

Além do medicamento, Samuel faz terapia ocupacional, fonoaudiologia e ainda passa por dentista, sendo que não obteve nenhum destes atendimentos pela rede pública municipal. A criança faz fisioterapia no CEM (Centro de Especialidades Médicas). Os pais recorreram à Justiça para obterem as sessões de equoterapia. A criança é assistida pelo AME (Ambulatório Médico de Especialidade).

O neurologista que atende Samuel forneceu uma carta aos pais, através da qual explicita que a criança tem epilepsia refratária e necessita manter o uso contínuo de Vigabatrina, correndo o risco de morte sem o medicamento. “Com a ajuda de amigos comprei uma caixa, mas vai acabar e não dá pra gente comprar”, justifica Arlei Fernandes de Freitas, o pai de Samuel. Ele alega que a renda da família oscila entre R$ 800 e R$ 1 mil. “Sou jardineiro, ganho quando tenho serviço”, justifica, frisando que também paga aluguel e tem as demais despesas da casa.

O receio da mãe de Samuel, Sandra Aparecida Bueno, é que o filho não apenas tenhas as crises convulsivas como regrida na evolução que já teve nos últimos meses. “Ele não mexia um dos lados do corpo e está bem melhor, mas tenho medo do que possa acontecer sem o remédio”, frisa. Ela diz ainda que o medicamento não pode ser substituído por outro, conforme orientação médica.

Reclamação Saúde Sandra e Arlei

SAÚDE

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o medicamento Vigabatrina está em falta no mercado porque a distribuidora não estaria conseguindo importar o sal para sua produção. O produto é fornecido pelo Governo do Estado através da DRS (Diretoria Regional de Saúde) de São João da Boa Vista, para onde são encaminhados os pedidos de medicamentos da Farmácia de Alto Custo de Mogi Guaçu. Na próxima terça-feira (29), equipe da Secretaria de Saúde irá a São João da Boa Vista para saber se o medicamento já chegou ou se há uma previsão de quando será entregue.

Com relação equoterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, a Secretaria de Saúde esclarece que em nenhum momento negou atendimento à criança. Tanto é que o paciente vem sendo tratado através de intervenções terápicas desde 6 de dezembro de 2013 no setor de fisioterapia do CEM (Centro de Especialidades Médicas).

A informação é de que a família da criança não protocolou nenhum pedido neste sentido junto à Secretaria de Saúde, mas impetrou mandado de segurança, que foi indeferido pelo juiz Fernando Colhado Mendes, titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Mogi Guaçu, conforme despacho datado de 25 de agosto, decisão esta notificada à Secretaria de Saúde no dia 2 deste mês.

Relatório da coordenadoria do setor pondera que a criança poderia ser assistida na APAE (associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), pois seriam contempladas todas as terapias convencionais necessárias, porém a mãe resiste à proposta terapêutica da instituição.

 

 

 

 

 

 

 

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