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Esquadrilha: no céu, emoção e muita coragem

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Olhar para o céu e esperar pelas acrobacias dos aviões da Esquadrilha da Fumaça. Foi assim que milhares de pessoas passaram a manhã do último domingo (13), em Pirassununga, na AFA (Academia da Força Aérea). Com os olhos vidrados para não perder nenhuma acrobacia, as cerca de 60 mil pessoas que prestigiaram o domingo aéreo puderam ver de perto um show de manobras no ar. A abertura dos portões da AFA para o tradicional domingo aéreo realizado em Pirassununga, sempre em agosto, é um dos momentos mais esperados por quem é apaixonado pela aviação ou, simplesmente, tem curiosidade de assistir de pertinho todo o funcionamento da Esquadrilha da Fumaça e também apreciar as exposições de aviões que chamam a atenção pelo tamanho, formato e missão que cada um deles tem por cumprir.

Quem esteve no domingo aéreo guarda na memória momentos de emoção à flor da pele com o encanto que riscou o céu em forma de fumaça.

DA ESQUADRILHA
Sidnei já foi passageiro num T-27  

Frequentador assíduo da AFA (Academia da Força Aérea), o coordenador do Cedecon (Central de Defesa do Consumidor) de Mogi Mirim, Sidnei Antônio Ferreira, também esteve no domingo aéreo, mas conta que é apaixonado por este tipo de apresentação das Esquadrilhas da Fumaça, desde a década de 60. “A aviação me cativa há muito tempo. Sempre mantive bons contatos com os pilotos de vários cantos do país. Desde criança, gosto da aviação. Domingo, em Pirassununga, é apenas mais um evento que participo com muito orgulho dos nossos pilotos”, disse ele.

Sidnei
Sidnei

Além da AFA, em Pirassununga, Sidnei também frequenta as apresentações aéreas que são feitas no Campo de Mártir, em São Paulo, e na Embraer, em São José dos Campos. Inclusive, ele tem um macacão da Esquadrilha da Fumaça que guarda com carinho e muito respeito. “Ganhei este macacão do Coronel Braga quando a Esquadrilha completou 45 anos. Também já ‘voei’ em um T-27 como passageiro, em 1999. Foi muita emoção e pura adrenalina. Quis até seguir carreira de piloto, mas não tive condições, infelizmente”, contou Sidnei.

A proximidade dele com a aviação é tanta que Sidnei chegou até a presenciar a queda de uma aeronave da Esquadrilha da Fumaça, em Campinas, no Campo dos Amarais, em 1998. “Foi um acidente muito triste porque os dois pilotos morreram na hora. “Eu era muito amigo do Capitão Corteletti e do Arbizo também e fui até Campinas, porque sabia que Corteletti estava lá fazendo uma apresentação e queria convidá-lo para vir em meu casamento. Quando cheguei lá, os demais pilotos vieram me cumprimentar e me avisaram que o Corteletti estava voando e que eu devia esperar porque logo já estaria descendo, mas não deu nem tempo. No instante seguinte, o avião dele caiu e eles morreram, piloto e co-piloto. Eu cheguei a ficar 300 metros do local do acidente aguardando pela retirada dos corpos deles. Foi muito triste”, recorda, emocionado.

marcelo gotti dia aviacaoNo acidente morreram o piloto Gustavo Arbizo e o co-piloto Ewerton Braga Corteletti, que era ex-membro da Esquadrilha da Fumaça e com mais de 190 apresentações aéreas. “Não teve uma explicação para a queda do avião e ninguém soube ao certo o que aconteceu naquele dia”, completou Sidnei.

No domingo aéreo, na AFA, ele conta com orgulho sobre o dirigível que cruzou os céus de Pirassununga, antes do início das apresentações da Esquadrilha da Fumaça. “Somos o 5º país no mundo a ter um dirigível. Isso tem de nos encher de vaidade, porque neste dirigível tem muito dinheiro investido. Não é uma máquina qualquer. Foi muito emocionante vê-lo voando neste domingo aéreo”, concluiu Sidnei.

ESQUADRILHA ‘IRMÃ’

“Halcones”, do Chile, encantou com acrobacias especiais

Gotti teve a companhia do pai e irmãos
Gotti teve a companhia do pai e irmãos

O sol estava escaldante e havia milhares de pessoas na AFA (Academia da Força Aérea), em Pirassununga. Mas o calor e a multidão se tornaram meros detalhes diante da grandiosidade do evento e todas suas atrações. O jornalista Marcelo Gotti que o diga. Apaixonado pela aviação, há sete anos ele frequenta os domingos aéreos promovidos pela AFA e não se cansa de ver o show dado pela Esquadrilha da Fumaça e aguarda ansioso pelas exposições dos aviões, como o Caça da Marinha que estava no pátio da AFA neste ano. “O barulho do motor deste Caça é de arrepiar. É muita emoção ouvi-lo. Ele atinge cerca de 1 mil km/h. Já pensou? É muita coisa! É um avião maravilhoso! O que mais me comove nele é mesmo o barulho do motor”, pontua Gotti.

Neste ano, ele foi acompanhado do pai e dos irmãos e recomenda o passeio para todos que querem passar momentos de emoção e adrenalina com muita segurança. “Eu vou sempre e gosto muito. A cada ano, a AFA traz uma novidade para o público. É uma área militar, então, a organização é impecável, assim como a limpeza e os alimentos servidos na praça de alimentação também têm preços acessíveis para todas as famílias. Aliás, as famílias são os principais frequentadores do domingo aéreo”, observou.

Gotti destacou a presença da Esquadrilha da Fumaça “Halcones”, do Chile, que este ano fez demonstrações no céu de Pirassununga junto com a Esquadrilha da AFA. “Foi lindo demais! Os aviões do Chile são próprios para acrobacias, por isso, são mais leves e fizeram manobras de tirar o fôlego. Os “Halcones” foram uma das novidades deste ano que agradou demais ao público que estava lá, na AFA”, comentou o jornalista. Vale ressaltar que a Esquadrilha da Fumaça Halcones também veio para comemorar os 65 anos da Esquadrilha da Fumaça da AFA.

marcelo gotti dia aviacao

Gotti lamenta nunca ter ‘voado’ em nenhum dos aviões da Academia da Força Aérea. Para ele, seria a realização de um sonho, mas sabe que é extremamente difícil conseguir. Por enquanto, Gotti se contenta apenas em tirar fotos próximo aos aviões e ‘voar’ como passageiro em helicópteros. “Adoro helicópteros mais do que aviões. Já ‘voei’ em um de passeio mesmo e foi emocionante. O helicóptero é diferente e bem mais seguro do que o avião. Você consegue parar um helicóptero, por exemplo, sobrevoando um campo. O avião, não. É outro estilo que me encanta demais. Ano que vem estarei em Pirassununga novamente vendo de perto tudo de novo e as novidades também”, previu Gotti.

marcelo gotti dia aviacao

marcelo gotti dia aviacao

 

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