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Enfrentando a problemática da violência urbana

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Por: Tenente Cel. PM Denilson Natal Colombo*

 

Para discutirmos as razões e motivos que conduzem nossa sociedade à exposição da violência urbana, precisaríamos de um tempo maior e, principalmente, necessitaríamos criar fóruns de debates e discussões, embora o resultado final seria que a segurança pública é obrigação de todos e dever do Estado, como assevera a Constituição Federal de 1988. Lógico que nesses debates concluiríamos também que todos os órgãos envolvidos no cinturão de segurança possuem uma parcela de responsabilidade. Será que estamos todos cientes disso? Fica a pergunta: o mundo é muito complexo e nada podemos fazer para melhorar?
Não querendo criar qualquer tipo de polêmica, mas a sociedade, envolvida ou não, tem consciência do funcionamento do trabalho policial? Quais as soluções então?
Alicerçando minha resposta em pesquisas e estudos realizados no Brasil e em outros países, passamos a esclarecer o seguinte: aumentar o número de policiais não reduz, necessariamente, o índice de criminalidade; o serviço de patrulhamento ostensivo e preventivo aleatório não reduz a prática delituosa nem melhora a possibilidade de prender agressores da sociedade; o patrulhamento intenso numa determinada área de fato reduz a incidência criminal, mas de forma temporária, pois “o crime migra”; a rapidez no tempo de resposta no atendimento de ocorrência, embora possa parecer improvável, não melhora substancialmente a satisfação da vítima, pois na maioria dos crimes não há interesse que a polícia chegue rápido e exponha a vida da vítima ainda mais (uma pesquisa realizada concluiu que as vítimas preferem ver a polícia chegar quando as mesmas estiverem se recuperando da ação) e a lei de execução penal brasileira é irreal.
Diante do exposto, chegamos à conclusão que outros fatores contribuem para a violência urbana, como desemprego, desagregação social, falta de religião, perda dos valores, sensação de impunidade, condição social, entre outros.
Mas o que os órgãos de segurança podem fazer então?
Primeiro há de esclarecer que a integração entre os atores envolvidos é de vital importância, suprindo assim, as deficiências apresentadas acima (referentes à sistemática de policiamento).
Mas o mais importante e que merece ser destacado é a interação “Polícia e Comunidade”, que afeta diretamente as ações e inovações dos órgãos de segurança.
Para finalizar e para dirimir qualquer dúvida que possa surgir, assevero que a Polícia Militar do Estado de São Paulo, mesmo diante das dificuldades elencadas acima, executa o policiamento preventivo e ostensivo por meio dos programas e modalidades de policiamento, como: Rádio Patrulha 190, Força Tática, ROCAM, Ronda Escolar, Patrulhamento Rural, policiamento ambiental, policiamento rodoviário, bombeiros, Grupamento Aéreo, Proerd, Policiamento a pé e policiamento com bicicletas, tudo por meio do policiamento inteligente. É o escorço que importa, ou seja, a união da polícia com a comunidade é o único caminho.
Polícia Militar, você pode confiar!

Denilson Natal Colombo Ten Cel PM Colombo, Cmt do 26º BPM/I, Mestrado em Ciências Policiais de Segurança e de Ordem Pública

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