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Editorial:Uma pedra a menos no sapato

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Nesta semana, os moradores de Mogi Guaçu receberam, enfim, uma boa notícia. A Prefeitura retomou o serviço de coleta de galhos e cinco caminhões estão sendo usados pela Secretaria de Serviços Municipais. Inicialmente, as avenidas estão sendo priorizadas e a região da Vila Paraíso foi atingida. A única informação incorreta divulgada pela Prefeitura foi de que o serviço foi paralisado entre final de janeiro e começo de fevereiro. Não. A coleta de galhos foi suspensa oficialmente em novembro, mas moradores já relatavam o atraso no calendário divulgado pela Administração Municipal desde outubro.

O resultado dessa paralisação foi a de muitos galhos secos espalhados por todas as regiões da cidade, além do entulho que também deixou de ser recolhido por falta de área para o descarte. As cerca de oito toneladas de galhos que estão sendo retiradas das ruas por dia mostram a situação caótica que se encontra os diversos bairros da cidade. A SSM terá dificuldades em colocar em dia o serviço. Por isso, precisará de reforço, que está a caminho.

A coleta de entulho ainda não foi retomada e depende de uma licitação que foi aberta pela Prefeitura para contratar empresa responsável para a execução do serviço, mas o processo foi suspenso devido a questionamentos de uma participante. Mais uma licitação que sofrerá atrasos. As coletas de resíduos sólidos (entulho), vegetais (galharia) e volumosos inservíveis (sofás, móveis e colchões) custarão R$ 2,8 milhões aos cofres públicos no período de um ano. Foi uma alternativa encontrada pelo Poder Público, mesmo que tardia, que não conta com maquinários, equipamentos nem funcionários. No ponto em que está a limpeza pública, a contratação de empresa, talvez, seja a salvaguarda da Prefeitura para poder reverter o cenário visto há meses pelas ruas.

Outra licitação aberta é para a contratação de empresa para a prestação de serviços de limpeza e conservação de vias públicas, varrição, rastelo, acondicionamento, coleta e remoção dos resíduos. O trabalho abrange os canteiros centrais de avenidas, praças, parques, jardins e áreas verdes planas e áreas de taludes nos córregos do município. As duas contratações são práticas comuns desta Administração, mas o que chama a atenção, desta vez, foi a demora do processo licitatório. Sem equipamentos e maquinários, a Prefeitura não teria mesmo outra saída senão a terceirização do serviço.

O resultado dessa demora é o que todo mundo vê pelas ruas: muita sujeita. Além das empresas, a Prefeitura continua com o contrato com o Consórcio Intermunicipal Cemmil Pró-Estrada, responsável pelo corte da grama. São serviços essenciais que não podem ser deixados de lado.

Por outro lado, será necessária a realização de uma ampla campanha que trabalhe a conscientização da população para que as datas da coleta sejam respeitadas, claro, quando um novo calendário for disponibilizado, pois não há prazo para isso. Os moradores, por sua vez, também precisam contribuir com a limpeza da cidade, que está feia com tantos galhos e entulhos espalhados. É difícil no momento encontrar um bairro que esteja com a limpeza pública em dia. Ou é mato alto, ou galhos e entulhos deixados em áreas verdes, terrenos baldios, bolsões de lixo e calçadas. É preciso responsabilizar quem não contribui com o município. E do Poder Público espera-se que o básico- limpeza pública- seja feito de forma a atender amplamente toda a cidade.

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